Indicação leva Jorge Messias à sabatina na CCJ e à votação no Plenário do Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o atual Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. “A informação foi confirmada por fontes ao repórter Túlio Amâncio.”
Quem é Jorge Messias
Jorge Messias, de 45 anos, construiu carreira no serviço público e acumula cargos técnicos e jurídicos relevantes. Ele já atuou como Subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, Secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação, e consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Formado em Direito pela UFPE, Messias possui mestrado e doutorado pela UnB. A trajetória acadêmica e administrativa o colocou em posição de destaque dentro do núcleo jurídico do governo, e o reconhecimento público aumentou após um episódio em 2015, quando uma conversa entre Dilma Rousseff e Lula divulgada por Sérgio Moro provocou confusão sobre seu nome, ouvido no áudio como “Bessias”.
Processo de nomeação e expectativa política
Com a indicação presidencial, o nome de Jorge Messias seguirá para sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, etapa necessária antes da votação final no Plenário do Senado. A sabatina avaliará a trajetória profissional, posicionamentos jurídicos e eventuais conflitos de interesse, e é decisiva para a aprovação ou rejeição da indicação.
A escolha é interpretada como um gesto de Lula em direção à ala jurídica alinhada ao governo, e também recebeu atenção por reunir apoio em setores que buscavam representação evangélica no Supremo, já que Messias é evangélico. Analistas apontam que a indicação tende a reforçar a presença de quadros próximos ao Executivo no tribunal, sem, entretanto, antecipar o resultado do processo no Senado.
Próximos passos
Agora, a agenda formal prevê a convocação da sabatina na CCJ, seguida pela votação no Plenário. Não há, até o momento, data oficial divulgada para essas etapas. A aprovação dependerá da articulação política no Senado, e do exame público do currículo e das posições de Jorge Messias durante a sabatina.
A indicação do Advogado-Geral da União para o Supremo renova o debate sobre o equilíbrio entre independência judicial e alinhamento político, e acompanha expectativas sobre como o tribunal deve se posicionar em pautas constitucionais relevantes nos próximos anos.