lula sanciona isenção do imposto de renda, 15 milhões deixam de pagar, veja regras

Lula sanciona isenção do Imposto de Renda, 15 milhões deixam de pagar, veja regras

Isenção do Imposto de Renda alcança quem ganha até R$ 5 mil, e altera tributos sobre altas rendas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá sancionar nesta quarta-feira (26) a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para quem ganha até R$ 5 mil por mês e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais. A cerimônia será realizada no Palácio do Planalto, e a medida começa a valer a partir de janeiro do ano que vem, conforme o texto aprovado pelo Congresso.

O que diz o governo e os números oficiais

Segundo o governo, cerca de 15 milhões de brasileiros vão deixar de pagar imposto de renda com a nova lei. O evento será realizado no Palácio do Planalto, às 10h30. A equipe técnica do Ministério da Fazenda irá detalhar a medida para a imprensa.

O projeto foi discutido e aprovado ao longo do ano, e, nas palavras oficiais, “Encaminhado pelo governo federal em março ao Congresso Nacional, o texto da lei foi aprovado em outubro pela Câmara dos Deputados e no início do mês pelo Senado.” Esses marcos mostram o calendário legislativo que levou à sanção.

Como vai funcionar a isenção do Imposto de Renda

Atualmente, a isenção do IR alcança apenas quem ganha até R$ 3.076 (dois salários mínimos). Com a nova legislação, a isenção do Imposto de Renda passará a cobrir, a partir de janeiro do ano que vem, rendimentos mensais de até R$ 5 mil para pessoas físicas. Para quem tem renda entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 haverá redução parcial dos valores a pagar, com benefícios decrescentes conforme a renda aumenta.

Em termos práticos, isso significa que uma parte expressiva da classe média baixa e dos trabalhadores com salários modestos deixará de recolher IR, enquanto contribuintes com rendimentos maiores não terão mudança no tratamento regular da tabela, exceto pelas novas alíquotas aplicadas às faixas mais altas.

Quem é beneficiado e quem fica de fora

O texto especifica que “Os contribuintes com rendimentos acima de R$ 7.350 não serão contemplados pela medida.” Assim, famílias e trabalhadores com rendas superiores a esse valor mensal continuarão pagando IR sem a redução prevista para as faixas inferiores.

Além disso, “Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá uma redução parcial dos valores a serem pagos – quanto menos ganhar, maior a redução.” Esse escalonamento parcial busca direcionar alívio fiscal a quem mais precisa, sem estender a isenção total para rendas médias-alta.

Como o governo compensará a perda de arrecadação

Para equilibrar as contas públicas, o projeto prevê aumento de tributação sobre as faixas mais altas. Conforme o texto aprovado, “Para compensar a perda de arrecadação com a isenção, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, o equivalente a R$ 50 mil por mês.”

O pacote também inclui medidas sobre distribuição de lucros ao exterior, já que “O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%.” Essas ações visam mitigar o impacto fiscal da ampliação da isenção do Imposto de Renda.

Especialistas consultados indicam que a combinação de isenção ampliada e aumento de carga sobre as rendas muito altas tende a redistribuir parte da carga tributária, porém, o efeito líquido sobre a arrecadação federal dependerá da eficácia da fiscalização e da resposta econômica dos contribuintes de alta renda.

O que muda no dia a dia do contribuinte

Para milhões de trabalhadores, a principal mudança será a redução imediata do desconto mensal percebido no contracheque. Com a isenção ampliada, muitos deixam de cair na malha do IRPF, o que pode resultar em maior renda disponível e impacto positivo no consumo.

Ao mesmo tempo, quem recebe rendimentos mais elevados verá aumento da alíquota incidente sobre as faixas mais altas de renda, e empresas ou pessoas que remetem lucros para o exterior passarão a ter tributação específica de 10% sobre esses valores.

O governo promete detalhar tabelas, simulações e exemplos práticos na coletiva técnica do Ministério da Fazenda, para que contribuintes e contadores possam entender como declarar e calcular o imposto no próximo exercício.

Em resumo, a sanção amplia a isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil mensais, reduz parcialmente pagamentos até R$ 7.350, beneficia cerca de 15 milhões de brasileiros, e cria alíquotas extras sobre rendas superiores a R$ 600 mil por ano, além de tributar lucros remetidos ao exterior.

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