bolsa bate recorde, ibovespa vai a 159.072 e fecha novembro com maior alta em 15 meses

Bolsa bate recorde, Ibovespa vai a 159.072 e fecha novembro com maior alta em 15 meses

Bolsa fecha novembro com alta de 6,37%, dólar cai e desemprego atinge 5,4%

Em mais um dia de otimismo no mercado financeiro, a Bolsa renovou seu recorde histórico, com o principal indicador se aproximando de um patamar simbólico e encerrando novembro com desempenho forte. O Ibovespa subiu 0,45% e encerrou esta sexta-feira (28) aos 159.072 pontos, o que representou o segundo recorde da semana.

Desempenho mensal e no ano

A Bolsa registrou alta de 6,37% no mês, o melhor resultado desde agosto de 2024, e segue em forte recuperação em 2025, com o indicador acumulando 32,25% no ano. Esses números ajudam a explicar o fluxo de recursos para ações brasileiras, e o apetite por ativos locais, mesmo com oscilações em setores específicos.

Movimento das ações e impacto da Petrobras

Nem todos os papéis acompanharam o movimento de alta. As ações da Petrobras, que têm o maior peso no Ibovespa, caíram após a estatal revisar para baixo sua previsão de investimentos até 2030. Os papéis ordinários recuaram 2,45%, enquanto as ações preferenciais perderam 1,88%. Mesmo com a queda da Petrobras, o desempenho da Bolsa foi sustentado por montadoras de bancos, mineradoras, e exportadores de commodities, que aproveitaram o cenário positivo no exterior e a recuperação da economia doméstica.

Dólar e câmbio

No mercado de câmbio, o dia também foi marcado pelo otimismo. O dólar comercial fechou a sexta vendido a R$ 5,335, com queda de R$ 0,016 (-0,31%). A cotação abriu estável, caiu para R$ 5,32 por volta das 11h e operou em torno de R$ 5,34 entre as 12h30 e as 15h, mas recuou nas horas finais de negociação. A moeda estadunidense recuou 0,82% em novembro, e em 2025 a divisa cai 13,67%.

O recuo do dólar no dia foi influenciado por um pregão reduzido nos Estados Unidos, após o feriado de Ação de Graças, e por um forte fluxo de capital estrangeiro para países emergentes, incluindo o Brasil. Além disso, fatores internos também contaminaram o movimento, especialmente na disputa mensal pela formação da Ptax, taxa média do último dia útil do mês, usada para corrigir parte da dívida pública atrelada ao câmbio.

Dados de emprego e confiança

O mercado recebeu ainda a notícia de que o desemprego caiu para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, o que trouxe mais otimismo para a Bolsa. Segundo os dados divulgados, a taxa está no menor nível desde o início da pesquisa, em 2012, reforçando a percepção de melhora no mercado de trabalho e, por consequência, na demanda interna.

No conjunto, a combinação de indicadores domésticos positivos, fluxo externo favorável e recuperação nos setores de commodities e financeiro ajudou a impulsionar a Bolsa no fim de novembro, apesar de correções pontuais em empresas como a Petrobras. Com informações da Reuters.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *