cabeleireira assassinada planejava nova vida em ingá, pb; pm é preso

Cabeleireira assassinada planejava nova vida em Ingá, PB; PM é preso

Reviravolta trágica: Cabeleireira assassinada sonhava com novo salão em Ingá, PB

A cabeleireira Élida Nascimento, brutalmente assassinada por um policial militar em Massaranduba, no interior da Paraíba, tinha planos de expandir seus negócios e inaugurar um novo salão no município de Ingá nesta segunda-feira, 08 de janeiro. A informação foi revelada por uma pessoa próxima à vítima, que preferiu não se identificar.

Um futuro promissor interrompido

Segundo a fonte, Élida já possuía um salão de sucesso em Serra Redonda e estava empenhada na organização do novo empreendimento em Ingá. “Ela tem um salão em Serra Redonda, mas já estava se organizando para abrir um novo em Ingá. Já estava tudo organizado para inaugurar o estabelecimento em Ingá amanhã (08)”, declarou a pessoa próxima à vítima, revelando a ambição e o planejamento que foram tragicamente interrompidos.

Feminicídio choca a região

O caso que chocou a região aconteceu no último sábado, 06 de janeiro, em Massaranduba. Élida Nascimento foi morta pelo policial militar Luiz Miguel, que já foi preso e responderá pelo crime de feminicídio. A prisão do acusado ocorreu logo após o crime.

Versão do acusado: discussão e surto

Em depoimento à polícia, o policial Luiz Miguel alegou que estava casado com Élida há cerca de quatro meses, mas que o relacionamento com ela já durava um ano. A delegada Renata Dias informou que, segundo o relato do acusado, a fatal discussão ocorreu no trajeto de volta de um bar em Campina Grande.

O policial afirmou que, durante o percurso, Élida teria começado a agredi-lo e ameaçado descer do veículo em movimento. Ele declarou que, em um momento de surto, sacou sua arma particular e disparou contra a esposa, não se recordando da quantidade exata de tiros disparados.

Ao perceber a gravidade da situação, o militar afirmou ter ligado para o 190 e para o SAMU, pedindo socorro e solicitando que seu celular fosse periciado para comprovar o contexto do relacionamento.

Histórico e alegações do policial

Luiz Miguel, que atua há sete anos na Polícia Militar, também mencionou que não tinha filhos com Élida. Ele alegou que as lesões em seu corpo foram causadas pela própria vítima durante as discussões. O policial negou ter agredido Élida fisicamente em qualquer momento e descreveu seu próprio ciúme como “normal”, enquanto considerava o ciúme da companheira como excessivo.

Cortejo e sepultamento em Ingá

Na manhã deste domingo, 07 de janeiro, o cortejo fúnebre e o sepultamento de Élida Nascimento ocorreram no município de Ingá/PB, local onde a cabeleireira planejava iniciar um novo capítulo de sua vida profissional. A comunidade local expressou grande comoção diante da perda.

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