
Aos 28 anos, ela perdeu o útero devido a uma hemorragia grave após o nascimento de sua primeira filha, Violet, e acreditou que nunca mais poderia engravidar.
A retirada do útero de Michelle levou 11 horas, e outras quatro foram necessárias para implantá-lo em Kirsty, em uma cirurgia conduzida pela médica Rebecca Deans ao lado do sueco Mats Brannstrom, pioneiro mundial nessa técnica.
Em dezembro de 2023, nasceu Henry, o primeiro bebê australiano gestado em um útero transplantado, o mesmo que trouxe a própria Kirsty ao mundo décadas antes.
conforme informação divulgada pelo Royal Hospital for Women e por reportagem australiana sobre o caso.
A cirurgia e a doação
A operação ocorreu no Royal Hospital for Women, e a retirada do órgão de Michelle levou 11 horas, enquanto a implantação em Kirsty demandou outras quatro horas.
O procedimento foi conduzido pela médica Rebecca Deans, com a participação do sueco Mats Brannstrom, considerado pioneiro mundial na técnica, e marcou o primeiro transplante de útero bem-sucedido do país.
Recuperação e percurso até a gravidez
Após algumas complicações iniciais, o pós-operatório evoluiu bem, e em pouco mais de um mês Kirsty voltou a menstruar, sinal de função uterina recuperada.
Três meses depois da cirurgia, um embrião foi transferido, e a gestação avançou até o nascimento de Henry em dezembro de 2023, confirmando a viabilidade do transplante.
O nascimento e seu significado
O nascimento de Henry é visto como um marco médico, porque ele é o primeiro bebê australiano gestado em um útero transplantado, e por ter sido gestado no mesmo útero em que a mãe biológica de Kirsty foi gerada décadas antes.
O caso traz esperança para pessoas que perderam o útero por hemorragias ou outras condições, ao demonstrar que a doação uterina entre familiares pode permitir a gestação biológica.
Perspectivas e desafios
Embora o resultado seja positivo, especialistas ressaltam que transplantar útero envolve cirurgia longa, riscos e acompanhamento intenso, e que cada caso precisa ser avaliado com rigor.
O sucesso na Austrália reforça o avanço da técnica e pode ampliar debates sobre critérios médicos, acesso e ética da doação para transplante de útero, inclusive entre doadoras vivas, como demonstrado neste caso.


