
Carlos Bolsonaro deixa a Câmara do Rio para disputar o Senado por Santa Catarina
Carlos Bolsonaro, o conhecido “filho 02” do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou nesta quinta-feira, 11 de abril, sua renúncia ao cargo de vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A decisão marca o fim de uma trajetória de mais de duas décadas no legislativo carioca e representa um **reposicionamento estratégico** do bolsonarismo para as eleições de 2026, com o objetivo de lançar sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo estado de Santa Catarina.
Um ciclo de 20 anos chega ao fim no Rio
A formalização da saída de Carlos Bolsonaro ocorreu logo no início da sessão plenária. Em seu discurso, o vereador declarou que está atendendo a um “novo chamado político”, encerrando o ciclo que se iniciou em 2001, quando assumiu seu primeiro mandato. Atualmente, Carlos Bolsonaro estava em seu sétimo mandato consecutivo na Câmara do Rio.
A mudança de domicílio eleitoral, que é um passo crucial para viabilizar a campanha ao Senado, deve acontecer ainda neste ano, segundo informações de aliados. A articulação para essa movimentação já vinha sendo discutida desde outubro do ano passado, indicando um planejamento cuidadoso por trás da decisão.
Emocionado, Carlos exalta o pai e critica o STF
Durante seu pronunciamento, Carlos Bolsonaro adotou um tom visivelmente emocional ao falar sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele não poupou críticas ao julgamento que resultou na condenação do ex-mandatário pelo Supremo Tribunal Federal (STF), exaltando o voto divergente proferido pelo ministro Luiz Fux. Para Carlos, a eventual prisão do pai não seria uma derrota, mas sim a “manutenção de princípios“, uma postura que, segundo ele, acompanha o ex-presidente “em qualquer circunstância”.
Estratégia do PL e disputa por vagas em Santa Catarina
A pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina não é um movimento isolado, mas sim parte de uma estratégia nacional do Partido Liberal (PL). O partido considera Santa Catarina uma prioridade para expandir sua representatividade no Senado e fortalecer as pautas alinhadas à direita no próximo ciclo legislativo.
No entanto, essa movimentação já gerou disputas internas dentro do cenário político catarinense. Carlos e Michelle Bolsonaro estariam articulando apoio à deputada Caroline de Toni para ocupar a segunda vaga de senadora pelo estado. Paralelamente, parte da direção do PL avalia a possibilidade de apoiar Espiridião Amin (PP), uma aliança que poderia atrair o PP e o União Brasil para o projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL).



