
O Futebol Paraibano nos Anos 60: Profissionalismo, Domínio de Campina Grande e Novas Divisões
A década de 1960 representou um divisor de águas para o futebol na Paraíba, com o advento do profissionalismo. Esse período viu um claro domínio dos times de Campina Grande, que possuíam maior poder de investimento e se destacaram significativamente. O Campinense, em especial, alcançou um feito notável de hexacampeonato, uma marca até hoje inatingível no futebol paraibano.
Com a profissionalização, a Federação Paraibana de Futebol (FPF-PB) reorganizou o campeonato, criando divisões alternativas para acomodar a crescente demanda. A primeira divisão passou a ser chamada de Extra de Profissionais, enquanto a segunda era conhecida como Campeonato Misto e havia ainda uma terceira, o Campeonato Misto da Segunda Divisão. O acesso às divisões superiores, contudo, dependia da capacidade dos clubes em se profissionalizarem.
Durante essa década, a elite do futebol paraibano recebeu apenas cinco novos integrantes. O Nacional e o Esporte, ambos da cidade de Patos, juntaram-se à primeira divisão, assim como o Guarabira, além do 5 de Agosto e do Grêmio Paraibano, ambos da capital João Pessoa. Esses novos clubes buscavam desafiar a hegemonia estabelecida, conforme informações divulgadas sobre o Campeonato Paraibano.
Estreantes que Moldaram o Campeonato Paraibano
A primeira divisão do Campeonato Paraibano viu a chegada de novos ares com a inclusão de times como o Nacional e o Esporte de Patos, além do Guarabira, buscando espaço entre os gigantes. João Pessoa também viu seus representantes se fortalecerem, com o 5 de Agosto e o Grêmio Paraibano buscando um lugar ao sol na elite do futebol estadual.
A estrutura do futebol paraibano se diversificou com a criação de divisões alternativas. A primeira divisão, o Extra de Profissionais, era o palco principal, mas a segunda divisão, o Campeonato Misto, e até uma terceira divisão permitiam que mais clubes participassem ativamente das competições, fomentando o desenvolvimento do esporte em todo o estado.
O Domínio de Campina Grande e o Hexacampeonato Inédito
Os anos 60 foram marcados pelo **predomínio dos clubes de Campina Grande**, que demonstravam um poder de investimento superior. O **Campinense** se sagrou **hexacampeão paraibano**, um feito impressionante e que se mantém como recorde absoluto na história do futebol do estado, consolidando sua força e tradição.
Outros clubes tradicionais como o Treze, também de Campina Grande, e o Auto Esporte, Botafogo e Santos de João Pessoa, disputaram a primeira divisão. A busca por um lugar na elite e a consolidação do profissionalismo foram temas recorrentes na época, moldando a paisagem competitiva.
Um Panorama das Divisões Inferiores
As divisões inferiores, como a segunda e a terceira, serviam como celeiro de talentos e palco para clubes que aspiravam ao profissionalismo. Times como o ABC, Bando Azul, Estrela do Mar, Fluminense e Vera Cruz, todos de João Pessoa, marcaram presença nessas categorias, mostrando a amplitude do futebol paraibano.
A organização dessas divisões permitia que a FPF-PB fomentasse o desenvolvimento do esporte em diferentes cidades e comunidades. Clubes de Cabedelo, como o Botafogo e o EC Estrela do Mar, também tiveram sua participação, evidenciando a expansão do futebol para além dos grandes centros.



