
Decisão sobre extradição de Carla Zambelli pode sair nesta quinta-feira
A ex-deputada federal Carla Zambelli, do PL de São Paulo, pode ter seu pedido de extradição para o Brasil autorizado pela Justiça italiana nesta quinta-feira, 18 de janeiro. Zambelli está presa em Roma por decisão da Corte de Apelação, sob a alegação de risco de fuga. A prisão ocorreu após sua renúncia ao mandato, no último domingo, 14 de janeiro.
Estratégia da defesa: renúncia e tese de perseguição política
A renúncia ao mandato de deputada federal foi uma estratégia adotada por Carla Zambelli e seus aliados. O objetivo é que, ao deixar de ter o foro privilegiado, ela possa sair da prisão e, em liberdade, buscar reverter o pedido de extradição. A defesa da ex-parlamentar avalia que a renúncia, combinada com a rejeição da cassação de seu mandato pela Câmara dos Deputados, pode fortalecer a tese de perseguição política.
Julgamento em Roma: prazos e possíveis desdobramentos
A decisão da Corte de Apelação de Roma está prevista para ser anunciada nesta quinta-feira (18) ou na sexta-feira (19). No entanto, existe a possibilidade de a defesa apresentar novos elementos, o que poderia levar os magistrados a agendar uma nova audiência para analisar a documentação. “Não se exclui que novos elementos sejam apresentados”, afirmou à Rádio França Internacional o advogado italiano de Zambelli, Pieremilio Sammarco.
Durante a audiência desta quinta, os juízes deverão ouvir a defesa e analisar os documentos enviados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), à Justiça italiana. Caso a extradição seja autorizada, Carla Zambelli deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
Adiamentos e novas provas apresentadas pela defesa
A sessão de julgamento estava inicialmente marcada para o dia 4 de janeiro, mas foi adiada. Segundo o advogado brasileiro de Zambelli, Fá bio Pagnozzi, o adiamento ocorreu após a defesa protocolar novas provas. Entre elas, estão o relatório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e documentos sobre as condições do sistema prisional brasileiro. Antes disso, a audiência já havia sido postergada em novembro devido a uma greve do Judiciário italiano.



