Marcelo Queiroga critica STF em julgamento de Bolsonaro e atos de 8 de janeiro
Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde e atual presidente do Partido Liberal (PL) na Paraíba, manifestou críticas contundentes ao julgamento de Jair Bolsonaro e dos envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (19) ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM, Queiroga defendeu que os processos relacionados a esses eventos não deveriam ter sido conduzidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
PL da dosimetria e a competência do STF
Questionado sobre a PL da dosimetria, que trata da aplicação de penas mais rigorosas a crimes, Queiroga utilizou a oportunidade para expressar sua opinião sobre a condução jurídica dos casos de 8 de janeiro. Segundo o ex-ministro, a análise desses casos deveria ter ocorrido em instâncias inferiores.
Argumento de Queiroga sobre a instância correta
“Nós consideramos que o julgamento de Bolsonaro e daqueles que foram enquadrados no 8/1 não deveria ter acontecido no STF, teria que ter sido feito na primeira instância”, declarou Marcelo Queiroga durante a entrevista. A declaração reforça a visão de que a competência para julgar os envolvidos nos atos antidemocráticos seria de tribunais de menor escalão, e não da mais alta corte do país.
Impacto da declaração no debate político
A fala de Queiroga adiciona mais um elemento ao debate político em torno dos desdobramentos jurídicos dos eventos de 8 de janeiro. A crítica ao STF, vinda de uma figura proeminente do PL, partido ao qual Bolsonaro é filiado, sugere um posicionamento de parte da oposição em relação à atuação do judiciário em casos que envolvem o ex-presidente e seus apoiadores.
Posicionamento do PL sobre os julgamentos
O posicionamento de Marcelo Queiroga reflete, em parte, a estratégia de argumentação que tem sido adotada por membros do PL e outros aliados de Jair Bolsonaro. A defesa de que os julgamentos deveriam ter ocorrido em primeira instância busca questionar a legalidade e a adequação do foro utilizado pelo STF, levantando discussões sobre a soberania das instâncias judiciais e a imparcialidade dos processos.