Caminhada une João Pessoa contra violência a mulheres

Movimentos de mulheres e organizações da sociedade civil, junto à Rede de Atenção às Mulheres em Situação de Violência (Reamcav), coordenaram um grande ato em defesa da vida das mulheres em João Pessoa, no último sábado (20). A mobilização, intitulada “Por mim, por elas e por todas!”, reuniu diversas entidades em uma agenda integrada de enfrentamento à **violência doméstica e sexual** no bairro de Mangabeira.

Ações Integradas em Mangabeira

A concentração inicial ocorreu no Mercado Público de Mangabeira, com atividades como adesivagem de veículos, abordagem à população e distribuição de materiais informativos sobre os serviços disponíveis na rede de proteção. Em seguida, uma **caminhada** seguiu até a Praça do Coqueiral. Faixas, cartazes e discursos públicos reforçaram a mensagem crucial de que a **violência contra as mulheres é crime** e não será tolerada.

Ampla Participação e Apoio Institucional

A iniciativa contou com a presença de representações de movimentos de mulheres, do Fórum de Feministas da Paraíba, gestoras de diversos municípios como Conde, Umbuzeiro, Aroeiras e Santa Rita. Órgãos importantes como a Rede de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, a OAB-PB, a Prefeitura de João Pessoa, a Polícia Civil (Delegacias de Mulheres), a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, por meio de suas unidades móveis de atendimento, também marcaram presença. O Programa Integrado Patrulha Maria da Penha e centros de referência como o Ednalva Bezerra e o de Políticas de Prevenção e Enfrentamento às Violências contra as Mulheres da UFPB ampliaram o acesso à informação, acolhimento e orientação jurídica e psicossocial.

Fortalecendo a Rede de Proteção

Lídia Moura, secretária da Mulher e da Diversidade Humana, destacou a importância da presença nas ruas como parte fundamental da política de enfrentamento. “Quando a gente diz ‘por mim, por elas e por todas’, estamos afirmando que nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha. A **rede de atenção existe para acolher, orientar, garantir proteção e responsabilizar o agressor**. Violência contra as mulheres não é problema privado e o Estado e a sociedade não vão se calar”, afirmou.

Vozes do Movimento Feminista

Cely Andrade, do Fórum de Feministas da Paraíba, ressaltou o caráter político da mobilização. “Cada passo que damos em Mangabeira é um recado direto aos agressores e às estruturas que naturalizam a violência: nós não aceitaremos mais o silêncio, nem a culpabilização das vítimas. A **vida das mulheres importa** e temos direito a viver sem medo”, declarou.

Arte e Resistência em Mangabeira

A programação também foi enriquecida por apresentações culturais, incluindo o Maracatu Pé de Elefante, Gláucia Lima, Yuri Carvalho, Adeildo Vieira e batuqueiras independentes. A música, a poesia e a arte serviram como instrumentos de denúncia e afirmação de direitos, levando resistência e esperança ao bairro.

Canais de Denúncia e Orientação

Ao final da caminhada, as instituições presentes reforçaram os canais de denúncia e orientaram a população sobre como agir em casos de violência contra as mulheres. Foi incentivado o uso dos serviços especializados e dos números de emergência e denúncia: **190**, em situação de urgência, **197**, para registrar denúncias, e o **180**, Central de Atendimento à Mulher.

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