Cícero Lucena, prefeito de João Pessoa e pré-candidato a governador, demonstra cautela ao lidar com a política em Cabedelo, especialmente após a condenação do ex-prefeito Vitor Hugo pela Justiça Federal paraibana. Embora conhecido por apoiar aliados, a situação de Vitor Hugo exige uma abordagem diferenciada, marcada pela busca de um “novo momento” no município.

A eleição suplementar em Cabedelo, convocada após a cassação do prefeito André Coutinho e da vice Camila Holanda, colocou a gestão de Cícero Lucena diante de um cenário delicado. Em entrevista à Rádio Arapuan, Cícero afirmou que sua posição será construída a partir do diálogo com lideranças locais, mencionando Vitor Hugo como um interlocutor nesse processo. No entanto, o prefeito deixou clara a tendência de acompanhar o prefeito interino, Edvaldo Neto.

Um “novo momento” em Cabedelo

Cícero Lucena destacou que Cabedelo vive um “novo momento”, com antigos aliados agora separados. Ele enfatizou a importância de ouvir a população e ressaltou que “ninguém pode impor candidatura”. A confiança em Vitor Hugo para conduzir o processo político e indicar o melhor nome para a disputa foi expressa, mas com a ressalva de que a escolha levará em conta a capacidade de diálogo e construção política.

A articulação política em Cabedelo parece pender para o lado do prefeito interino Edvaldo Neto. “Se for ele (Edvaldo), ótimo. Vamos com ele”, declarou Cícero, indicando uma preferência por nomes que possam construir um ambiente político mais equilibrado no município. A postura do prefeito de João Pessoa, apesar de sua lealdade a aliados, mostra uma clara distinção em relação a figuras com pendências judiciais.

Vitor Hugo: inelegível e “ficha suja”

É crucial ressaltar que o ex-prefeito Vitor Hugo foi declarado inelegível por oito anos pela Justiça Eleitoral da Paraíba. Essa condenação o enquadra como “ficha suja”, o que torna sua influência política um fator de risco para qualquer aliança. A posição de Cícero Lucena em manter uma certa distância, enquanto ainda o utiliza como interlocutor, reflete a complexidade de equilibrar lealdade e a necessidade de evitar associações prejudiciais.

Feliciano ganha fôlego com nomeação no Turismo

Em outra frente política, o deputado federal Damião Feliciano (União Brasil) parece ter ganhado um novo impulso. Com a posse de seu filho, Gustavo Feliciano, na chefia do Ministério do Turismo, Damião, que via sua reeleição ameaçada, agora vislumbra maiores chances de recondução em 2026.

A nomeação de Gustavo Feliciano, publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira, 18 de dezembro, foi oficializada em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O endosso do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, também fortalece a posição dos Feliciano no cenário político nacional.

A nomeação é vista como um “presente de Papai Noel” para a família Feliciano, consolidando sua influência e abrindo novas perspectivas para o futuro político do deputado Damião Feliciano.

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