
Um novo levantamento revela como a empatia varia conforme a idade da vítima, independente da espécie, e levanta questões sobre por que reagimos mais a certos tipos de sofrimento.
O estudo indica que filhotes provocam reações emocionais próximas às desencadeadas por bebês, enquanto cães adultos tendem a gerar mais solidariedade do que adultos humanos.
Os resultados, apresentados na 108ª Reunião Anual da Associação Sociológica Americana, foram analisados por pesquisadores que buscaram medir respostas empáticas diante de maus-tratos, conforme pesquisa apresentada durante a 108ª Reunião Anual da Associação Sociológica Americana.
Filhotes e bebês, a mesma resposta emocional
Segundo os dados, filhotes despertam reações emocionais semelhantes à provocadas por bebês, enquanto cães adultos geram mais empatia do que pessoas adultas. Essa conexão sugere que traços infantis, como vulnerabilidade e aparência, intensificam a empatia.
Cães adultos e pessoas adultas, o papel da idade
Os pesquisadores observaram que, entre humanos e animais, a idade da vítima é o fator mais determinante na resposta empática. Cães adultos, em muitos casos, recebem mais apoio emocional do que adultos humanos, segundo os resultados.
O que diz o pesquisador
Jack Levin, professor de sociologia e criminologia da Universidade Northeastern e responsável pelo estudo, afirmou, “os dados revelam um padrão mais complexo do que se imaginava. Em vez de uma simples preferência pelo sofrimento animal, os resultados indicam que a idade da vítima é o fator mais determinante na resposta empática, independentemente da espécie.”
Os achados convidam a repensar campanhas de proteção e políticas públicas, pois a empatia pública pode ser influenciada por sinais visuais e sociais ligados à juventude, mais do que pela espécie envolvida.


