Mercado financeiro ajusta projeções para a economia brasileira, com destaque para a inflação em 2025. A expectativa é de que o ano feche com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,32%, um patamar **abaixo do teto da meta** estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Esta é a sétima semana consecutiva de redução nas previsões para a inflação oficial do país.
As projeções mais recentes, divulgadas pelo Boletim Focus do Banco Central, mostram uma **inflação em 2025** estimada em 4,32%. Há uma semana, essa expectativa estava em 4,33%, e quatro semanas atrás, em 4,43%. A meta de inflação para 2025 definida pelo CMN é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que significa que o limite superior é de 4,5%. Portanto, a previsão atual de 4,32% se encontra **dentro da banda de tolerância**.
Controle inflacionário e projeções futuras
O cenário de controle inflacionário se reflete em outras projeções. Para 2026, o mercado financeiro espera que o IPCA fique em 4,05%, e para 2027, a projeção é de 3,8%. Os dados de novembro indicaram uma alta de 0,18% na inflação, impulsionada principalmente pelo aumento no preço das passagens aéreas. Em outubro, o IPCA havia registrado 0,09%. Com esses resultados, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,46%, também **em conformidade com a meta**.
PIB e Câmbio: Perspectivas de crescimento e estabilidade
No que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa do mercado para o crescimento do país em 2025 permaneceu **estável em 2,26%**, conforme as projeções da semana anterior. O Boletim Focus também manteve as estimativas para 2026 e 2027, prevendo um crescimento de 1,80% para ambos os anos. A economia brasileira apresentou um crescimento de 0,4% no segundo trimestre deste ano, impulsionada pela expansão nos setores de serviços e indústria. Em 2024, o PIB fechou com uma alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão e a **maior alta desde 2021**.
Quanto ao câmbio, a projeção para o fechamento do dólar em 2025 é de R$ 5,44, uma leve alta em relação à semana passada (R$ 5,43) e inferior à estimativa de quatro semanas atrás (R$ 5,40). A taxa básica de juros, a Selic, encontra-se em 15% ao ano, o **maior nível desde julho de 2006**. Essa taxa começou a ser elevada em setembro de 2024, após atingir 10,5% ao ano em maio do ano passado, e tem se mantido em 15% desde a reunião de junho.
Selic em patamar elevado: impacto e expectativas
A taxa Selic em 15% ao ano é um reflexo da política monetária adotada para **conter a inflação**. Embora o mercado projete uma inflação em 2025 abaixo da meta, a taxa de juros permanece em um patamar elevado. O Boletim Focus, por se tratar do último mês do ano e com os números praticamente consolidados, não apresentou novas projeções para a Selic. A **estabilidade da taxa** desde junho indica uma postura de cautela por parte do Banco Central, enquanto observa os desdobramentos econômicos e a convergência da inflação para as metas estabelecidas.
Desempenho recente da economia brasileira
A economia brasileira tem demonstrado **resiliência**, com o PIB crescendo 0,4% no segundo trimestre, impulsionado pelos setores de serviços e indústria. Para 2024, a expectativa é de um fechamento com alta de 3,4% no PIB, configurando o quarto ano seguido de crescimento. Esse desempenho positivo, combinado com a previsão de **inflação em 2025** abaixo da meta, sugere um cenário de maior estabilidade e previsibilidade para os próximos anos, embora a taxa de juros ainda reflita a necessidade de vigilância contra pressões inflacionárias.