Deusdete Queiroga, figura até então discreta na gestão estadual, rompe o silêncio e se coloca à disposição para compor chapa como vice-governador ou para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A declaração foi feita em entrevista ao Sistema Arapuan, onde o secretário expressou sua vontade de forma inequívoca.

Conhecido por sua proximidade com o governador João Azevedo e por comandar uma das secretarias de maior visibilidade no governo, Deusdete Queiroga sempre manteve um perfil reservado, longe dos holofotes. Apesar disso, seu nome era frequentemente ventilado para cargos de destaque, chegando a ser cogitado, em determinado momento, como sucessor do próprio governador, em um paralelo com a relação entre João Azevedo e Ricardo Coutinho em 2018, quando era chamado de “João de João”.

O caminho para o vice ou o TCE

Mais recentemente, Deusdete Queiroga figurava nas discussões internas do PSB como uma forte opção para ser o candidato a vice-governador na chapa com Lucas Ribeiro. Paralelamente, também surgia a possibilidade de sua indicação pelo governador João Azevedo para uma cobiçada vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado. Essas especulações, no entanto, agora ganham contornos mais definidos com a própria manifestação do secretário.

A confissão de vontade

Em uma reviravolta em seu tradicional comportamento reservado, Deusdete Queiroga decidiu abandonar a discrição. Em entrevista transmitida pela TV e rádio do Sistema Arapuan, ele afirmou com todas as letras que está “prontíssimo” para assumir tanto a posição de vice-governador quanto a de conselheiro do TCE. A decisão marca uma mudança significativa em sua postura pública.

Sem rodeios: “Estaria mentindo”

O secretário foi categórico ao expressar sua disposição. “Não adianta eu ficar dizendo que isso não existe ou que não penso nisso. Estaria mentindo”, declarou Deusdete, deixando claro, sem disfarçar sua vontade, que está sim **à disposição para essas duas possibilidades**. Ele reconhece, contudo, que a concretização de cada um desses movimentos depende de uma série de fatores que transcendem sua própria vontade individual.

A nova estratégia: “Quem grita, bota ovo”

A postura mais assertiva de Deusdete Queiroga pode ser interpretada como a adoção de uma nova estratégia política, baseada na máxima de que é preciso se manifestar para ser notado e considerado. A declaração pública sinaliza que o secretário descobriu que “só bota ovo quem grita”, indicando que a visibilidade e a manifestação de seus interesses são passos necessários para avançar em suas aspirações políticas.

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