Mulher é presa em João Pessoa ao tentar atuar como fonoaudióloga com registro falso

Uma mulher de 21 anos foi **presa em flagrante** nesta terça-feira (20), em João Pessoa, na Paraíba. Ela é suspeita de cometer o crime de **falsidade ideológica** ao tentar exercer a profissão de fonoaudióloga em uma clínica de saúde. A jovem utilizou o registro profissional de outra pessoa, o que foi descoberto durante o processo de contratação.

A descoberta da fraude

A **irregularidade** só foi percebida pela própria clínica, que acionou as autoridades competentes. Segundo o delegado Ademir Fernandes, da Delegacia de Defraudações, a mulher assinou o contrato de trabalho em seu próprio nome, mas apresentou um número de registro no Conselho Regional de Fonoaudiologia (Crefono) que pertencia a uma profissional que atua em Recife, Pernambuco.

Confissão e formação incompleta

Ao ser questionada sobre a documentação, a suspeita **admitidiu não possuir a formação completa** em fonoaudiologia. Ela informou ter cursado apenas parte da graduação e relatou ter trabalhado como estagiária em uma clínica no estado de Pernambuco anteriormente. Essa confissão reforça a gravidade da situação e a intenção de enganar a empregadora.

Alerta do Conselho Regional de Fonoaudiologia

O caso foi prontamente comunicado ao Conselho Regional de Fonoaudiologia, que **confirmou a adulteração** do registro profissional apresentado. O Crefono aproveitou a ocasião para emitir um importante **alerta às clínicas e estabelecimentos de saúde**: é fundamental que verifiquem a **regularidade dos registros profissionais** de seus futuros colaboradores através dos canais oficiais antes de efetuar qualquer contratação. Essa medida preventiva pode evitar que outros casos semelhantes ocorram.

Próximos passos para a acusada

A jovem presa permanece à disposição da Justiça e aguarda a realização da audiência de custódia, que está prevista para esta quarta-feira (21). O processo judicial definirá as consequências legais para seus atos, que configuram um **grave atentado à ética profissional** e à segurança dos pacientes que poderiam ter sido atendidos por alguém sem a devida qualificação.

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