A Paraíba registrou quatro assassinatos de pessoas transsexuais durante o ano de 2025, conforme dados divulgados pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). O número de mortes no estado é igual ao registrado em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Norte, evidenciando uma triste realidade nacional.
O Ceará e Minas Gerais lideram o ranking com o maior número de mortes, registrando oito assassinatos cada. Bahia e Pernambuco seguem na sequência, com sete casos em cada estado. Goiás, Maranhão e Pará somam cinco mortes cada, enquanto Mato Grosso e Rio de Janeiro apresentam três. Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul têm dois casos cada, e Amazonas, Amapá, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe registraram uma morte cada.
Apesar da queda geral nos assassinatos de pessoas trans no Brasil em 2025, a violência contra essa população ainda é alarmante. A Antra aponta que 80 pessoas trans foram assassinadas no país no último ano, uma redução de 34% em relação a 2024. No entanto, o Brasil continua sendo o país com o maior índice de homicídios de pessoas trans no mundo.
Queda na Contagem Anual, Mas Violência Persiste
Entre 2023 e 2025, o número de assassinatos de pessoas trans apresentou uma queda consecutiva. Em 2025, foram 80 casos, contra 122 em 2024 e 145 em 2023. Essa foi a maior redução já registrada na série histórica da Antra, que documentou 1.261 assassinatos de travestis, mulheres transexuais, homens trans, pessoas transmasculinas e não binárias entre 2017 e 2025. A média anual de homicídios no período foi de aproximadamente 140 assassinatos por ano.
Cautela com Dados de Estados sem Registros
Estados como Acre, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins não apresentaram registros de assassinatos de pessoas transsexuais e travestis em 2025. No entanto, a Antra alerta que a ausência de dados nesses locais deve ser interpretada com cautela. O “zero” estatístico pode refletir a precariedade da coleta de dados e a falta de políticas públicas, não significando necessariamente que esses estados sejam mais seguros para a população trans.
Um Chamado por Segurança e Direitos
Os números divulgados pela Antra reforçam a urgência de políticas públicas eficazes e de combate à transfobia. A **segurança e o respeito às pessoas trans** são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A luta por direitos e o fim da violência contra a comunidade trans continuam sendo pautas essenciais em todo o Brasil.