Paraná Pesquisas revela cenário de rejeição acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro
Uma nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta sexta-feira (30), aponta um empate técnico na rejeição entre os principais nomes para a corrida presidencial. O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) concentram os maiores índices de eleitores que afirmam não votar neles “de jeito nenhum”.
Lula lidera rejeição com 45,3%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro com 44,7%
Segundo os dados divulgados, Lula registra 45,3% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44,7%. Considerando a margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais, ambos os políticos estão estatisticamente empatados nesse quesito crucial para a avaliação do eleitorado.
Governadores apresentam rejeição significativamente menor
Em contrapartida, governadores de estados com grande peso eleitoral, como São Paulo e Paraná, apresentam números mais baixos de rejeição. Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, tem uma rejeição de 36,1%, uma diferença de quase dez pontos percentuais em relação ao atual presidente. Já Ratinho Junior (PSD), governador do Paraná, ostenta a menor taxa negativa entre os quatro nomes analisados, com 33,8%.
Metodologia e registro da pesquisa
Para a realização deste levantamento, o Instituto Paraná Pesquisas utilizou uma amostra de 2080 eleitores distribuídos em 26 Estados e no Distrito Federal, abrangendo 160 municípios. Essa amostra foi considerada representativa do Brasil, garantindo um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de 2,2 pontos percentuais nos resultados gerais. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08254/2026, assegurando a sua validade e transparência.
Os dados da pesquisa indicam um cenário polarizado no que diz respeito à rejeição aos pré-candidatos à presidência, com Lula e Flávio Bolsonaro liderando as intenções de voto negativo. A performance dos governadores Tarcísio de Freitas e Ratinho Junior sugere um potencial de crescimento para esses nomes, caso decidam concorrer, especialmente entre o eleitorado que ainda não definiu seu voto. A análise da rejeição é um fator determinante na composição do quadro eleitoral e na estratégia das campanhas políticas.