
Operação conjunta desmantela quadrilha que aplicava o golpe do bilhete premiado na Paraíba
Uma ação coordenada entre a Polícia Civil da Paraíba, com apoio de diversas forças de segurança, resultou na prisão de quatro criminosos na orla de João Pessoa. O grupo, natural de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, era especializado em aplicar o conhecido golpe do bilhete premiado. A prisão ocorreu na segunda-feira, 2 de fevereiro, em frente ao estabelecimento Bahamas, quando os suspeitos já estavam prestes a executar o golpe em uma idosa que se encontrava dentro de um dos veículos utilizados pela quadrilha.
Integrantes do Rio Grande do Sul presos em flagrante
Os presos são três homens e uma mulher, todos oriundos do município gaúcho de Passo Fundo. No momento da abordagem policial, a vítima já estava sob influência do grupo, evidenciando a ação iminente do golpe. A rapidez da operação impediu que a idosa fosse mais uma vítima da ação criminosa.
Veículos e mandados de prisão: Ações da Polícia Civil
Durante a operação, foram apreendidos dois veículos que haviam sido locados pela quadrilha para a prática de suas atividades ilícitas. Além disso, foi cumprido um mandado de prisão em desfavor de um dos detidos, um homem de 43 anos que já era foragido da Justiça em outros estados brasileiros. Este indivíduo possuía outros três mandados de prisão expedidos contra ele, indicando um histórico criminal considerável.
Histórico de crimes em outros estados do Nordeste
As investigações apontam que o mesmo grupo criminoso já havia atuado em outros estados do Nordeste, como na Bahia e em Sergipe, aplicando o mesmo tipo de golpe. Essa constatação reforça a atuação organizada e itinerante da quadrilha, que viajava para diferentes regiões do país em busca de novas vítimas. Todos os presos foram encaminhados para a Delegacia de Defraudações e Falsificações, na Cidade da Polícia Civil, onde foram autuados e permanecem à disposição da Justiça.
Entenda como funciona o golpe do bilhete premiado
O golpe do bilhete premiado é uma fraude antiga, mas que continua a fazer vítimas pela sua forma de atuação psicológica. Geralmente, os criminosos abordam pessoas em locais públicos, como ruas e praças. Eles se aproximam da vítima fingindo ter um bilhete de loteria supostamente premiado.
Para criar um senso de oportunidade e urgência, os golpistas alegam não poder sacar o prêmio por diversos motivos, como pendências no CPF ou falta de conta bancária. Em seguida, um segundo criminoso entra em cena, se passando por um terceiro interessado no bilhete, aumentando a pressão psicológica sobre a vítima.
Convencida de que está diante de uma oportunidade única de ganhar dinheiro fácil, a vítima é levada a entregar quantias em dinheiro, realizar transferências bancárias ou até mesmo ceder bens em troca do falso bilhete. Posteriormente, a vítima descobre que o bilhete é falso, não premiado ou inválido, momento em que os criminosos já desapareceram sem deixar rastros.



