
A insistência em Pedro Cunha Lima como vice de Cícero Lucena tem sido criticada por analistas políticos, que veem a estratégia como prejudicial à imagem do prefeito. A cada negativa do ex-deputado, a perspectiva de poder de Cícero sofre um duro golpe, levantando questionamentos sobre a confiança na sua vitória.
O cenário político em João Pessoa tem gerado debates acalorados, especialmente em torno da composição da chapa majoritária para as próximas eleições. Uma das discussões mais quentes gira em torno da possibilidade de Pedro Cunha Lima ser o vice de Cícero Lucena. No entanto, a tese de que Cícero estaria aguardando uma confirmação de Pedro tem sido veementemente rebatida por quem acompanha de perto os bastidores da política.
A estratégia, segundo analistas, seria a de **suspender completamente a tese de que Cícero Lucena espera Pedro Cunha Lima para ser seu vice**. A sugestão é que, estrategicamente, Cícero encontre **um “laranja” para ocupar a vaga**, forçando a classe política e a imprensa a pararem de questionar Pedro sobre o assunto.
O impacto das negativas de Pedro Cunha Lima
A cada recusa de Pedro Cunha Lima, que atualmente se encontra sem mandato e sem perspectivas eleitorais claras, Cícero Lucena sofre o que pode ser considerado uma das **piores pancadas em sua perspectiva de poder**. A pergunta que surge é: por que Pedro, que supostamente não tem nada a perder, não aceita ser vice do “melhor político da Paraíba”?
A primeira interpretação que vem à mente é que Pedro **não acredita na vitória de Cícero**. Caso acredite, o receio de alguma associação negativa se torna uma hipótese. A justificativa apresentada por Pedro para sua recusa, como o envolvimento em um curso de inglês, é vista por muitos como algo que desmoraliza ainda mais a situação.
A necessidade de Cícero tomar uma decisão
É inegável que Pedro Cunha Lima, assim como qualquer outro político, **não é obrigado a ser vice de ninguém**. Cada indivíduo tem suas escolhas e projetos, que devem ser respeitados. Contudo, a crítica se direciona a Cícero, que, diante desse cenário, deveria **pôr um fim neste “cortejo”**.
A recomendação é clara: **acabar com essa insistência, tirar a pauta, escolher outro nome e desviar a atenção**. Se, surpreendentemente, Pedro decidir aceitar a proposta mais adiante, isso poderá ser visto como uma **”maravilha”, uma “surpresa” e uma “grande jogada”**. Mas, no momento, a forma como a situação tem sido conduzida está prejudicando Cícero.
A negativa de Pedro afeta as pesquisas de Cícero
A impressão é que o **”não” de Pedro Cunha Lima derruba toda pesquisa que sai em favor de Cícero Lucena**. A situação se agrava com a aceitação, por parte de Cícero, da adesão de Jhonny Bezerra. Em 2024, Jhonny atacou a imagem de Pedro, levando o ex-deputado a escrever contra o médico, chamando-o de **”falador de tanta de bosta”**. Essa aliança, segundo alguns, sinaliza que Pedro não estará totalmente engajado na campanha.
A questão central, porém, permanece no **”não” de Pedro**. Essa recusa, sem querer querendo, se assemelha ao que Cássio Cunha Lima fez no passado, quando, nas palavras do próprio Cícero, colocou “óleo com bolas de gude” nas eleições. Na ocasião, Cícero esperava ser o candidato ao governo do grupo, mas os Cunha Lima optaram por apoiar Ricardo Coutinho.
A análise final é que **Cícero Lucena não merece passar por essa situação**, que mina sua credibilidade e sua força política diante de um eleitorado cada vez mais atento às articulações e às demonstrações de confiança entre os aliados.



