
Uma pesquisa recente revelou que a maioria dos brasileiros confia nas urnas eletrônicas, com 53% dos entrevistados demonstrando essa segurança no sistema de votação. Esse dado, divulgado pelo levantamento Genial/Quaest, oferece um panorama sobre a percepção pública em relação à confiabilidade do processo eleitoral no país. Para entender melhor as nuances dessa confiança, é interessante analisar os grupos que apresentam maior ou menor adesão a essa percepção.
Ainda que a maioria demonstre confiança, 43% dos brasileiros afirmam não confiar nas urnas eletrônicas. A desconfiança é mais acentuada entre grupos específicos, como os eleitores evangélicos e aqueles que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. Por outro lado, a confiança predomina em outras regiões e segmentos da população.
Detalhes da pesquisa e perfis demográficos
Segundo o levantamento divulgado neste domingo (15) e coletado entre 5 e 9 de fevereiro, a desconfiança em relação às urnas eletrônicas é particularmente notável entre evangélicos (52%) e eleitores que apoiaram Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022 (69%). Essa tendência se reflete também na identificação política: 77% da direita que se declara bolsonarista manifestam desconfiança, em contraste com 65% da direita não-bolsonarista.
Em termos regionais, as regiões Sul e Centro-oeste/Norte registram maior desconfiança com 48%. Já o Nordeste apresenta um cenário de maior credibilidade, com 59% de confiança nas urnas. Na região Sudeste, a confiança se situa em 54%.
Metodologia da pesquisa Genial/Quaest
A pesquisa foi conduzida pela Sem Arrudeio, entrevistando 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A coleta de dados foi realizada de forma domiciliar, e a margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Estes dados fornecem uma base sólida para compreender a opinião pública sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro.



