Eliza Virgínia critica enredo da Acadêmicos de Niterói e questiona uso de recursos públicos no Carnaval
A vereadora evangélica Eliza Virgínia (PP) utilizou suas redes sociais para expressar forte desaprovação ao enredo da escola de samba Acadêmicos de Niterói. Segundo a parlamentar, o tema apresentado na avenida teria feito referências consideradas ofensivas a evangélicos conservadores brasileiros, ultrapassando os limites da liberdade artística.
Em um vídeo publicado em seu Instagram, Eliza Virgínia afirmou que manifestações culturais não devem servir como plataforma para atacar valores da fé cristã e atingir a comunidade evangélica brasileira. A vereadora também levantou questionamentos sobre a destinação de recursos públicos para o Carnaval, especialmente em um cenário onde áreas essenciais como saúde e educação enfrentam dificuldades.
Conforme divulgado pela vereadora, uma parte significativa da população, incluindo cristãos e conservadores, se sente indignada com investimentos no Carnaval enquanto serviços básicos sofrem com carências estruturais. Essa crítica surge em um contexto de debates acalorados sobre o desfile da escola de samba, que contou com a presença do presidente Lula e gerou reações de figuras políticas como o senador Sergio Moro.
Moro ironiza desfile e acusa governo de abuso de poder
O senador Sergio Moro (União) também se manifestou sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que teve como enredo a história de Lula. Por meio de seu perfil na rede social X, Moro ironizou a situação, mencionando o caso Odebrecht, e classificou o desfile como um “deprimente espetáculo de abuso do poder”, financiado pelo governo, com exaltação a Lula e ataques a adversários.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou o desfile na Sapucaí, mas deve evitar declarações públicas para não configurar propaganda eleitoral antecipada, o que poderia gerar questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Confiança nas urnas eletrônicas e desconfiança entre evangélicos
Paralelamente aos debates sobre o Carnaval, um levantamento da Genial/Quaest, realizado entre 5 e 9 de fevereiro, apontou que apenas 53% dos brasileiros confiam nas urnas eletrônicas, enquanto 43% declaram não confiar. A desconfiança é mais acentuada entre evangélicos, com 52%, e entre eleitores que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, atingindo 69%.
Entre a direita que se declara bolsonarista, a desconfiança chega a 77%, em contraste com 65% entre a direita não-bolsonarista. As regiões Sul e Centro-Oeste/Norte apresentam maior desconfiança (48%), enquanto o Nordeste lidera a confiança com 59%, seguido pelo Sudeste com 54%.
STJ mantém prisão civil por dívida de pensão alimentícia
Em outra esfera, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a possibilidade de prisão civil para um pai que acumula uma dívida de R$ 73,8 mil em pensão alimentícia. O valor é referente ao período em que o filho era menor de idade. Os ministros entenderam que a maioridade do filho não extingue a obrigação e, portanto, não impede a medida coercitiva.
O devedor alegou que não havia urgência e que havia um acordo para parcelamento da dívida. No entanto, após o atraso no pagamento de três parcelas, foi iniciada a execução pelo rito de prisão civil. A decisão do STJ, por 3 votos a 2, prevaleceu o entendimento de que a prisão não pode ser afastada apenas com base nas alegações do pai.


