
O Carnaval, tradicional palco de festa e cultura popular, se encontra no centro de um novo debate: a linha tênue entre a celebração e a propaganda eleitoral. Escolas de samba que utilizam seus enredos para exaltar figuras políticas e suas trajetórias levantam questionamentos sobre a atuação da Justiça Eleitoral e a possibilidade de a folia se tornar um escudo para a bajulação política desavergonhada.
A polêmica não é nova. Em 2006, durante o Carnaval paulistano, a escola de samba Leandro de Itaquera apresentou um enredo sobre a despoluição do rio Tietê. O que chamou a atenção, e gerou protestos do PT na época, foi a coincidência do tema com um programa do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que concorria à presidência naquele ano.
Para acentuar a conexão, a escola utilizou um carro alegórico com um boneco gigante representando três líderes do PSDB, incluindo Alckmin. O Partido dos Trabalhadores alegou propaganda eleitoral antecipada, buscando proibir o desfile. A situação, contudo, não resultou em punições significativas, levantando a questão sobre se a Justiça Eleitoral



