
Operação ARGOS da Polícia Civil da Paraíba mira em organização criminosa interestadual, resultando em bloqueio milionário e apreensões de bens de luxo.
A Polícia Civil da Paraíba, em uma ação sem precedentes, deflagrou a Operação ARGOS, visando desmantelar uma complexa rede de crime organizado atuante no tráfico interestadual de drogas. A operação, considerada uma das maiores da história do estado, mobilizou centenas de policiais e se estendeu por cinco estados brasileiros.
A investigação, que teve início em meados de 2023, identificou uma estrutura criminosa robusta, comparada a uma verdadeira “holding” do crime, comandada por Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, apontado como o principal fornecedor de entorpecentes na Paraíba e em regiões estratégicas de Pernambuco e do Ceará.
Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil da Paraíba, a operação resultou em um prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões para a organização criminosa, com o bloqueio de vultosas quantias em contas bancárias e o sequestro de bens de alto valor, incluindo imóveis de luxo e uma frota de veículos.
Forças conjuntas em ação contra o crime organizado
A Operação ARGOS contou com a participação de mais de 400 policiais civis, além do apoio de diversos órgãos especializados, como o GAECO/MPPB, GOE, GOC, UNINTELPOL e delegacias de repressão a entorpecentes. A colaboração se estendeu a outras polícias civis, incluindo as de São Paulo, Bahia e Mato Grosso, demonstrando a magnitude e o alcance interestadual da organização criminosa investigada.
Os mandados foram cumpridos em 13 cidades distribuídas entre os estados da Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso. As ações incluíram 44 mandados de prisão preventiva, 45 de busca e apreensão, o bloqueio de R$ 104,8 milhões em contas bancárias de 199 investigados, o sequestro de 13 imóveis de luxo e 40 veículos avaliados em mais de R$ 10 milhões.
A “holding” do crime interestadual
A investigação da DRACO e de suas parceiras desvendou uma estrutura criminosa sofisticada, que atuava como uma “holding” do tráfico. Essa organização era responsável por apreensões recordes de entorpecentes na Paraíba, todas vinculadas a um mesmo proprietário, o que levou à identificação da rede criminosa.
O nome da operação, ARGOS, remete à mitologia grega, onde Argos Panoptes era um guardião de cem olhos que simboliza a vigilância constante da Polícia Civil da Paraíba. A ação reforça o compromisso das forças de segurança na repressão ao crime organizado e na proteção da sociedade.




