CPMI do INSS: Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026, revelam extratos bancários

CPMI do INSS analisa R$ 19,5 milhões movimentados por Lulinha em período de quatro anos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS recebeu extratos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os documentos indicam uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.

Os dados analisados pela comissão revelam um total de 1.531 transações, abrangendo tanto entradas quanto saídas de recursos, além de transferências entre contas do próprio Lulinha. Do montante total, R$ 9,77 milhões foram registrados como créditos e R$ 9,75 milhões como débitos.

Conforme informação divulgada pela CPMI, entre as principais fontes de entrada de recursos estão resgates de fundos de investimento, somando cerca de R$ 4,4 milhões. Empresas nas quais Lulinha é sócio juntamente com sua esposa, Renata de Abreu Moreira, também contribuíram com aproximadamente R$ 3,2 milhões transferidos para a conta dele.

Transferências de pai para filho e repasses a ex-sócios em foco

Os extratos bancários também detalham três transferências realizadas pelo presidente Lula ao seu filho, totalizando R$ 721 mil. Essas transações ocorreram entre os anos de 2022 e 2023.

No que diz respeito às saídas de recursos, cerca de R$ 4,6 milhões foram transferidos para outras contas pertencentes a Lulinha. Os documentos ainda registram repasses significativos para ex-sócios, incluindo R$ 704 mil destinados a Jonas Leite Suassuna Filho e R$ 750 mil para Kalil Bittar.

Defesa de Lulinha contesta irregularidades e questiona vazamento

A CPMI do INSS tem como objetivo investigar suspeitas de fraudes em benefícios previdenciários e possíveis irregularidades administrativas no Instituto Nacional do Seguro Social.

Em nota oficial, a defesa de Lulinha declarou que ele não possui qualquer envolvimento com as fraudes investigadas pela comissão. A defesa assegura que todas as movimentações financeiras analisadas possuem origem legal e declarada, incluindo rendimentos de empresas, investimentos e valores recebidos por herança.

Adicionalmente, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva questionou o vazamento de informações financeiras que são consideradas sigilosas, argumentando que tal ato pode configurar ilegalidade.

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