Conflito no Oriente Médio: Petrobras Afirma Segurança nas Exportações para Ásia e Reforça Estratégia de Resiliência
A atual escalada de tensões no Oriente Médio, desencadeada por ações dos Estados Unidos e Israel, não deve impactar as exportações de petróleo da Petrobras para importantes mercados asiáticos, como Índia, China e Coreia do Sul. A avaliação foi feita por Claudio Romeo Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados da companhia, que destacou a segurança das rotas utilizadas.
Schlosser assegurou que os trajetos comerciais para esses países não passam por áreas de risco direto associadas ao conflito. Essa tranquilidade se estende também à importação de óleo específico para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), com suprimento previsto a cada três meses. As rotas alternativas, como o Estreito de Ormuz, o Mar Vermelho ou portos no Mediterrâneo, garantem a continuidade do abastecimento.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, por sua vez, admitiu a **extrema volatilidade** do mercado de petróleo, com projeções de preços que variam drasticamente. No entanto, ela ressaltou a necessidade de a empresa manter-se **resiliente** para enfrentar qualquer cenário, comparando a situação atual à corrida por produtos ocorrida durante a pandemia de Covid-19, onde a especulação elevou preços sem justificativa econômica real.
“Não vejo risco à exportação de petróleo”, afirmou Schlosser, detalhando que a importação de 100 barris por dia para a Reduc tem rotas seguras garantidas. A previsão para essa operação foi classificada como “sem risco”, demonstrando a confiança da diretoria da Petrobras na manutenção de suas atividades comerciais internacionais, mesmo diante de um cenário geopolítico complexo.
Lucro Espetacular e Aumento da Produção em 2025
Em relação aos resultados financeiros, a Petrobras registrou um **lucro líquido espetacular de R$ 110,1 bilhões em 2025**, um aumento expressivo de quase 200% em comparação com os R$ 36,6 bilhões de 2024. Magda Chambriard atribuiu esse desempenho à **disciplina de capital**, à **efetividade do trabalho** da companhia e à melhoria contínua em eficiência e produção.
A presidente destacou a resiliência da Petrobras, mesmo com a flutuação do preço do petróleo Brent. Em 2025, o valor do barril variou de mais de US$ 80 para US$ 59, mas a empresa conseguiu **superar todas as metas** estabelecidas, demonstrando sua capacidade de adaptação e entrega de resultados consistentes.
Novas Plataformas Impulsionam Produção de Óleo e Gás
Um dos fatores cruciais para o **aumento de 11% na produção de óleo e gás em 2025** foi a entrada em operação e o aumento da capacidade da FPSO Almirante Tamandaré. A unidade teve sua capacidade expandida de 225 mil para 270 mil barris por dia, contribuindo significativamente para o volume total produzido pela empresa.
Essa meta de expansão de capacidade é replicada para outras **três plataformas em construção em Singapura**. A expectativa é que a primeira unidade chegue ao Brasil em agosto, seguida pela segunda ainda este ano. A projeção é que ambas comecem a produzir no primeiro semestre de 2027, reforçando o plano da Petrobras de **acelerar as entregas** e manter a parceria entre suas equipes.



