Denise Ribeiro Cobra Mais Mulheres na Política Paraibana: “Precisamos Provar Nossa Capacidade Constantemente”

Denise Ribeiro defende maior participação feminina na política paraibana, alertando para cobranças e discriminação enfrentadas por mulheres no campo público.

A Assembleia Legislativa da Paraíba conta com apenas 16% de mulheres em suas 36 cadeiras, um dado que acende o alerta para a sub-representação feminina no poder legislativo estadual. Contudo, o cenário em prefeituras e câmaras municipais apresenta um panorama de crescimento, com 54 mulheres eleitas prefeitas em 2024, um aumento de 45,9% em relação a 2020, e 452 vereadoras eleitas, um avanço de 25%.

Apesar desses avanços, desafios estruturais e a **violência política de gênero** ainda limitam a plena participação das mulheres na política. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e pelo Ipec, com apoio do Ministério das Mulheres, revela que, embora a maioria dos brasileiros apoie a presença feminina na política, elas não são devidamente estimuladas a ingressar e, quando o fazem, enfrentam discriminação.

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a pré-candidata a deputada estadual Denise Ribeiro enfatiza que a trajetória feminina na política é marcada por **cobranças constantes**. “Ser mulher na política e em qualquer área da nossa vida é um desafio, porque a gente sempre precisa estar provando a nossa capacidade, mostrando que pode fazer ainda mais, já que a sociedade, muitas vezes, ainda não acredita em nós”, afirmou.

Denise Ribeiro, que atualmente lidera a Secretaria de Desenvolvimento Social de Sapé, tem ampliado sua projeção política com ações sociais que visam à redução das desigualdades. Sua atuação é vista como parte de um movimento de fortalecimento de lideranças femininas focadas em **políticas públicas** eficazes.

A importância da mulher na gestão pública

A inclusão das mulheres na política transcende a justiça social, impactando diretamente a **qualidade da gestão pública**. Contrariando estereótipos, um estudo de 2015 publicado por Chandan Cuma Jha e Sudipta Sarangi indicou que países com maior participação feminina no governo tendem a apresentar menores índices de corrupção. Isso se deve, em parte, à maior prioridade dada a áreas como saúde e educação.

Para Denise, a atuação feminina na política é uma resposta direta ao machismo. “Dia após dia, nós mulheres mostramos que podemos fazer política, ser boas gestoras, trabalhar, liderar famílias e ocupar qualquer espaço. Temos total capacidade de chegar onde qualquer homem chega – e, muitas vezes, de fazer ainda melhor”, concluiu.

Violência política de gênero: um obstáculo persistente

Além da sub-representação, mulheres na política são vítimas recorrentes de **violência política de gênero**. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania revelam um aumento superior a 400% nas denúncias em 2024, totalizando mais de 400 casos no país. Ataques verbais, ameaças e tentativas de descredibilização são táticas usadas para afastar mulheres dos espaços de poder.

Perfil de uma liderança engajada

Denise Ribeiro da Silva é advogada com experiência em Direito Trabalhista e de Família. Sua trajetória inclui atuação no Conselho Tutelar, na Polícia Militar do Estado do Acre e na Força Nacional de Segurança, com foco em ações sociais. Possui formação em inteligência e estratégia policial, e atualmente coordena a Secretaria de Desenvolvimento Social de Sapé, demonstrando um compromisso com o avanço social e a igualdade.

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