Hulk critica arbitragem e lamenta confusão na final do Campeonato Mineiro, pedindo desculpas pela violência

O atacante Hulk, do Atlético-MG, expressou profundo lamento e desapontamento com a confusão generalizada que marcou a final do Campeonato Mineiro de 2026, em clássico contra o Cruzeiro. O jogador afirmou que nunca havia presenciado uma situação de tamanha violência dentro de campo em toda a sua carreira.

“Eu não me recordo de ter participado de violência assim numa partida de futebol em que estive presente. É lamentável, eu não vou cansar de pedir desculpas”, declarou Hulk, visivelmente abalado com os acontecimentos que culminaram em um número recorde de expulsões.

A briga generalizada teve início nos acréscimos da partida, após um desentendimento entre o goleiro do Atlético-MG e o jogador Cristian, do Cruzeiro. A partir daí, atletas de ambas as equipes se envolveram em uma confusão de grandes proporções, que exigiu intervenção de seguranças e árbitros.

Hulk defende reação de jogadores e critica a condução da partida pelo árbitro

O camisa 7 do Galo confessou que, em meio ao caos, a reação dos jogadores foi instintiva. “A gente tenta apaziguar, mas o sangue quente, a gente vê um companheiro sendo agredido e automaticamente reage. Tem que defender o companheiro e as cores do teu time”, explicou.

Contudo, Hulk direcionou críticas contundentes à atuação do árbitro Matheus Delgado. Segundo o atacante, ele mesmo alertou o juiz sobre a necessidade de controle da partida no início do segundo tempo. “Se você não tiver o controle do jogo, esquece”, disse ter avisado ao árbitro.

Árbitro é apontado como principal responsável pela escalada da violência

O jogador relatou que o árbitro permitiu que a situação saísse do controle, com empurrões e agressões que não foram devidamente punidas. “Começou a ter tapa na cara, empurrão, e ele não fazia nada. Se tem uma pancadaria e o árbitro deixa, é feio. Não teve jogo”, criticou Hulk.

A partida terminou com a vitória do Cruzeiro por 1 a 0, resultado que garantiu o título estadual à Raposa. No entanto, o placar ficou em segundo plano diante do lamentável episódio de violência.

Recorde de expulsões e investigação policial marcam o clássico

A confusão resultou em **23 expulsões**, um marco negativo que tornou o confronto o jogo com o maior número de cartões vermelhos na história do futebol brasileiro. O caso também está sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, que analisa as imagens para apurar as responsabilidades pelos atos de violência registrados.

A declaração de Hulk, que pediu desculpas e lamentou profundamente o ocorrido, reflete a gravidade da situação e a necessidade de reflexão sobre a conduta dentro e fora de campo.

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