Presidente do CRM-PB: Má avaliação de faculdades de medicina na Paraíba “não é novidade”, aponta para necessidade de prova de proficiência

Presidente do CRM-PB critica formação precária e defende prova de proficiência após punição de faculdades de medicina pelo MEC

A má avaliação de faculdades de medicina na Paraíba pelo Ministério da Educação (MEC) não é uma surpresa para o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). O presidente da entidade, Bruno Leandro, afirmou que, se dependesse do conselho, muitas instituições já teriam sido fechadas devido à precariedade na formação de profissionais.

A declaração surge após a divulgação, pelo MEC, de uma lista de instituições com baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Na Paraíba, duas faculdades foram punidas com a redução de 25% no número de novos alunos e impedidas de firmar contratos via Fies, além de outras restrições.

Bruno Leandro ressaltou que o CRM-PB há tempos tem alertado sobre a necessidade de mecanismos de controle mais rigorosos na formação médica. A entidade defende a implementação de uma prova de proficiência para habilitar os médicos ao exercício da profissão, priorizando a qualidade em detrimento da quantidade de vagas oferecidas.

Faculdades de medicina na Paraíba são punidas pelo MEC

As punições aplicadas pelo MEC às faculdades Afya Faculdade de Ciências Médicas e Faculdade Nova Esperança incluem a proibição de protocolar processos regulatórios para antecipar o aumento de vagas e a impossibilidade de participar de programas federais de acesso ao ensino. Tais medidas são resultado do primeiro processo de supervisão de desempenho das instituições no Enamed.

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC foi responsável pelas avaliações e punições. As portarias divulgadas visam garantir um padrão mínimo de qualidade na formação dos futuros médicos, impactando diretamente as instituições que não atingiram os critérios estabelecidos.

Instituições e associações reagem às punições

A Afya Faculdade de Ciências Médicas expressou surpresa com as portarias, alegando não ter obtido retorno em recursos ingressados no MEC e se sentindo prejudicada por mudanças metodológicas após a aplicação da prova. A instituição já direciona seus esforços para o Enamed de 2026, na expectativa de ajustes no edital.

A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) também manifestou preocupação com as portarias, cobrando atenção do MEC aos impactos no ambiente regulatório do ensino superior. O Portal MaisPB tentou contato com a Faculdade Nova Esperança, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

CRM-PB reforça a urgência de uma prova de proficiência

O presidente do CRM-PB, Bruno Leandro, reiterou a importância de uma prova de proficiência como ferramenta para garantir que os médicos formados possuam a **qualidade necessária** para atender à população. Ele enfatizou que a prioridade deve ser a formação de profissionais competentes, e não apenas o aumento do número de matrículas.

“Quantidade não quer dizer qualidade, pelo contrário. Quanto mais você tem e não consegue dar estrutura mínima, mais mal formado vai ser esse médico”, afirmou Bruno Leandro. A luta do conselho por mecanismos que assegurem a excelência na **formação médica** continua ativa.

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