
Com a Paraíba de olho, pleito extraordinário em Cabedelo coloca Edvaldo Neto e Walber Virgolino frente a frente, moldando os próximos capítulos da política local em uma corrida eleitoral atípica
Os eleitores de Cabedelo, na Paraíba, estão prestes a decidir o novo rumo político da cidade em uma eleição suplementar que coloca frente a frente Edvaldo Neto (Avante) e Walber Virgolino (PL). O pleito extraordinário, com um calendário eleitoral reduzido estabelecido pela Justiça Eleitoral, definirá quem assumirá o comando municipal. Segundo informações apuradas pelo g1, a corrida eleitoral no município é marcada pela singularidade de seu formato e pela trajetória de seus concorrentes.
Cerca de 53.320 eleitores estão aptos a votar nesta Eleição Suplementar em Cabedelo, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A votação ocorrerá em 30 locais distintos, distribuídos em 165 seções eleitorais, mobilizando uma significativa parcela da população para as urnas em um período incomum.
Os candidatos em disputa pela prefeitura
A disputa se desenha entre duas chapas, ambas seguindo o modelo “puro sangue”, com candidatos a prefeito e vice do mesmo partido. Edvaldo Neto, pelo Avante, concorre à prefeitura tendo Evilásio Cavalcante (Avante) como vice. Já Walber Virgolino, do PL, forma chapa com Morgana Macena (PL) na posição de vice-prefeita.
- Edvaldo Neto (Avante)
Nascido em Cabedelo no ano de 1988, Edvaldo Neto é advogado com formação superior completa. Sua trajetória política inclui dois mandatos como vereador na cidade. No segundo, assumiu a presidência da Câmara Municipal, cargo do qual renunciou para tornar-se prefeito interino após o processo de cassação do gestor anterior. Foi reeleito vereador em 2024, após cumprir o primeiro mandato integralmente de 2021 a 2024.
- Walber Virgolino (PL)
Natural de Pombal, no Sertão da Paraíba, onde nasceu em 1978, Walber Virgolino é delegado da Polícia Civil e bacharel em Direito. Sua carreira na segurança pública foi vasta, incluindo passagens como delegado seccional no Brejo paraibano, delegado da Delegacia de Homicídios, membro do Grupo de Operações Especiais (GOE) e corregedor do Detran-PB. No campo da gestão pública, atuou como secretário de Administração em Coremas (PB), secretário de Administração Penitenciária da Paraíba e secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte. Sua experiência política começou em 2018, ao ser eleito deputado estadual da Paraíba pelo partido Patriotas. Em 2020, disputou a prefeitura de João Pessoa, finalizando na quarta colocação, e em 2022, foi reeleito deputado estadual, cargo que ocupava antes de ingressar na disputa por Cabedelo.
Cronograma eleitoral e restrições finais
O calendário eleitoral para este pleito suplementar impôs prazos e restrições específicas nos dias que antecedem a votação. A partir da quinta-feira, dia 8, entrou em vigor a proibição de prisão de eleitores, estendendo-se até 48 horas após o encerramento da votação. Esta medida visa assegurar a liberdade do voto, exceto em situações de flagrante delito, condenação por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.
A sexta-feira, dia 9, marcou o limite para os partidos indicarem seus representantes ao Comitê Interpartidário de Fiscalização e informarem os responsáveis pela emissão de credenciais para fiscais e delegados. Este dia também encerrou a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, além de ser o último prazo para a realização de comícios, reuniões públicas e debates entre os candidatos. O juiz eleitoral, na mesma data, deveria encaminhar às mesas receptoras todo o material necessário para a votação.
Na véspera do pleito, sábado, dia 11, a campanha entrou em sua fase final. Até as 22h, foram permitidas atividades como propaganda sonora com alto-falantes e amplificadores, a realização de carreatas e a distribuição de materiais gráficos, como panfletos. Após esse horário, qualquer forma de propaganda eleitoral foi expressamente proibida.
É importante ressaltar que, após a eleição suplementar, os cidadãos de Cabedelo terão um novo encontro com as urnas em poucos meses. As eleições gerais estão agendadas para 4 de outubro, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Um eventual segundo turno, se necessário, ocorrerá em 25 de outubro para os cargos de presidente e/ou governador.






