
Dólar em queda livre e Bolsa de valores em patamares inéditos marcam dia de otimismo global
O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de forte otimismo nesta quinta-feira (9), com o dólar caindo para R$ 5,06, o menor valor em dois anos, enquanto a Bolsa de valores renovou máximas históricas, superando os 195 mil pontos.
O cenário foi impulsionado pelo alívio das tensões no Oriente Médio, com notícias sobre possíveis avanços diplomáticos entre Israel e Líbano, o que aumentou o apetite global por risco e beneficiou mercados emergentes como o Brasil.
Esses desdobramentos positivos no cenário internacional, que reduziram prêmios de risco, foram acompanhados de perto pelos investidores, que buscaram ativos mais rentáveis. Conforme informação divulgada pela Reuters, o dólar à vista encerrou o dia em queda de R$ 0,04, cotado a R$ 5,063, no menor valor desde 9 de abril de 2024.
Moeda americana atinge mínima de dois anos impulsionada por diplomacia
A desvalorização do dólar frente ao real ocorreu em sintonia com o enfraquecimento global da moeda americana. Relatos indicam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria solicitado a Israel a diminuição dos ataques ao Líbano, além de sinais de que o governo israelense estaria aberto a negociações.
Essa movimentação diplomática gerou expectativas de uma distensão geopolítica, favorecendo a entrada de capital em países como o Brasil. No acumulado do ano, a moeda americana já registra uma queda expressiva de 7,75% em relação ao real, demonstrando a força do movimento.
Ibovespa dispara e registra novo recorde histórico com capital estrangeiro
A Bolsa de valores brasileira, representada pelo Ibovespa, acompanhou o otimismo externo e atingiu um marco inédito ao fechar acima dos 195 mil pontos. O índice apresentou alta de 1,52%, encerrando o dia aos 195.129 pontos, o que representa o seu novo recorde histórico.
Este foi o oitavo avanço consecutivo do Ibovespa e o 15º fechamento histórico em 2026. A valorização foi sustentada pela entrada de capital estrangeiro e pela forte performance de ações de grandes empresas, incluindo os setores de petróleo e bancos, que impulsionaram o índice.
No acumulado do mês de abril, o Ibovespa já acumula uma alta superior a 4%, e no ano, o avanço ultrapassa os 21%, consolidando um desempenho robusto para a bolsa brasileira em 2026.
Petróleo oscila com expectativas de desfecho diplomático
Os preços do petróleo registraram uma alta moderada durante a sessão, mas perderam força à medida que os sinais de avanço nas negociações entre Israel e Líbano ganharam destaque. Essa expectativa de menor tensão na região influenciou diretamente o comportamento das cotações.
O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em alta de 1,23%, a US$ 95,92, enquanto o barril do tipo WTI, do Texas, subiu 3,66%, alcançando US$ 97,87. Apesar da recuperação parcial, os preços continuam sensíveis à possibilidade de uma redução das tensões, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de petróleo.






