
Ambulantes protestam na orla de João Pessoa contra remoção e novas regras, exigindo direito de sobreviver
Ambulantes realizaram um protesto na noite de sábado (11) na orla de João Pessoa. A mobilização, que ocorreu após uma manifestação similar no dia anterior, visa contestar a remoção de suas barracas nas praias da capital e as restrições impostas às suas atividades. O ato acontece em um momento em que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) apura a ocupação e o uso do espaço público nas praias de Cabo Branco e Tambaú, além de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o município e representantes da categoria para a organização da orla.
Representantes dos trabalhadores relatam que as ações de fiscalização, intensificadas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), têm impactado diretamente o trabalho de centenas de famílias. A principal queixa gira em torno de um edital publicado pela Prefeitura de João Pessoa, que estabelece um novo regulamento para a atividade. Segundo a categoria, o edital exige que os vendedores operem apenas com equipamentos “presos ao corpo”, uma determinação considerada prejudicial e inviável para a maioria.
“Mais uma vez, os ambulantes da orla são impedidos de trabalhar. Não estão pedindo favor, estão lutando pelo direito de sobreviver. Pais e mães de família estão sendo tratados com descaso”, afirmou Márcia Medeiros, representante dos trabalhadores.
Atualmente, as praias de Cabo Branco e Tambaú concentram grande número de vendedores, que comercializam diversos produtos, incluindo alimentos. A gestão municipal justifica as medidas de reorganização citando relatos de descarte irregular de resíduos e ocupação desordenada do espaço público.
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), agendou uma reunião com os representantes dos ambulantes para a próxima terça-feira (14). O encontro tem como objetivo discutir a situação e buscar uma solução para o impasse que afeta a subsistência da categoria na orla da cidade.



