
Prefeitura de João Pessoa vai reformar e demolir casas danificadas pelas chuvas; famílias de áreas de risco serão realocadas
A prefeitura de João Pessoa iniciou o processo para reformar residências que foram danificadas pelas fortes chuvas que atingiram a capital paraibana. Paralelamente, famílias que vivem em áreas de risco serão realocadas para locais mais seguros.
A informação foi divulgada pelo prefeito da cidade, que também detalhou que um levantamento já está em curso, conduzido por agentes municipais, com o apoio da Defesa Civil, para identificar os imóveis que necessitam de reparos. Até o início da manhã, cerca de 40 residências haviam sido catalogadas.
A Secretaria de Habitação será responsável pela execução das reformas. O foco está em casas que sofreram danos diretos em decorrência das precipitações, desde que não estejam localizadas em áreas de risco iminente.
Para as moradias situadas em locais com potencial para novos alagamentos ou deslizamentos, a prioridade, conforme o prefeito, é a realocação das famílias. A estimativa é que aproximadamente 70 residências se enquadrem nessa categoria e sejam beneficiadas pela medida.
Entre as famílias que podem ser atendidas estão aquelas que ficaram desabrigadas na comunidade Engenho Novo e foram temporariamente alojadas em uma escola no bairro de Gramame.
“Alguns imóveis passarão por pequenos reparos e outros terão que ser demolidos. Nossas equipes estão em campo. Todas as medidas estamos tomando”, declarou o prefeito.
Moradores que necessitem de reparos em suas casas devido aos estragos causados pelas chuvas podem entrar em contato com a Defesa Civil para avaliação.
A Paraíba, em geral, tem 31 municípios em situação de emergência devido às precipitações que iniciaram na sexta-feira (1º). O decreto, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE-PB), tem validade de 180 dias e permite a tomada de medidas emergenciais, como a abertura de crédito extraordinário e a concessão de auxílio financeiro.
O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba informou ter realizado 478 atendimentos acumulados, resgatando 349 pessoas diretamente de áreas de risco. A operação de socorro envolveu 1.489 bombeiros, 386 viaturas, 102 embarcações, uma aeronave e cinco drones.





