
Movimentação política expressiva antecipa eleições de 2026 com renúncias de governadores e prefeitos de capitais para disputas futuras
Um número significativo de chefes do executivo estaduais e municipais decidiu deixar seus postos para se candidatar em pleitos vindouros. Ao todo, 11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram aos cargos, um movimento estratégico visando as eleições gerais de 2026. A formalização das candidaturas ocorrerá somente em agosto, após convenções partidárias e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dentre os governadores que deixaram o cargo, dois emergem como pré-candidatos à Presidência da República: Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Outros oito governadores planejam concorrer a vagas no Senado Federal, que em 2026 renovará 54 das 81 cadeiras em disputa. Em muitos casos, a saída do governador permite que o vice assuma e também se apresente como candidato a um novo mandato.
No Rio de Janeiro, a vacância do cargo de governador, após a nomeação do vice para o Tribunal de Contas do Estado, gerou uma situação particular. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se haverá uma eleição direta, com participação popular, ou indireta, restrita aos deputados estaduais, para preencher o mandato remanescente.
Governadores buscam novos caminhos eleitorais
A lista de governadores que renunciaram inclui nomes como Clécio Luís (Amapá), Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará), Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul), Raquel Lyra (Pernambuco), Rafael Fonteles (Piauí), Jorginho Mello (Santa Catarina), Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Fábio Mitidieri (Sergipe). Esses chefes de executivo deixam o cargo apesar de ainda terem a possibilidade de buscar reeleição, situação que também se aplica ao presidente Lula e a outros governadores como Paulo Dantas (Alagoas), Carlos Brandão (Maranhão), Ratinho Junior (Paraná), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Marcos Rocha (Rondônia) e Wanderlei Barbosa (Tocantins), que concluíram seus mandatos e optaram por não concorrer em 2026.
Prefeitos de capitais miram governos estaduais
No âmbito municipal, prefeitos de capitais também executaram a manobra de renúncia para viabilizar suas candidaturas. Entre eles estão Eduardo Paes (Rio de Janeiro), que busca o governo fluminense pela segunda vez, João Campos (Recife) e João Henrique Caldas (Maceió), este último com mudança partidária recente para o PSDB. Outros prefeitos que deixaram os cargos para disputar governos estaduais são Lorenzo Pazzolini (Vitória), Eduardo Braide (São Luís), Cícero Lucena (João Pessoa), David Almeida (Manaus), Dr. Furlan (Macapá), Tião Bocalom (Rio Branco) e Arthur Henrique (Boa Vista).
Alguns destes, como Wilson Lima (Amazonas), anunciaram anteriormente a intenção de concluir o mandato, mas mudaram de decisão. Wilson Lima, por exemplo, declarou em carta que a renúncia foi “em caráter irrevogável e irretratável”, visando o cumprimento do prazo de desincompatibilização exigido. No Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) também renunciou com o objetivo de disputar uma vaga no Senado, podendo ter como adversárias figuras como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.
A saída dos cargos, embora não confirme automaticamente as candidaturas, é uma exigência legal para aqueles que pretendem disputar outros cargos eletivos, cumprindo prazos de desincompatibilização. A oficialização das candidaturas se dará pelas convenções partidárias e posterior registro junto ao TSE.





