Dólar sobe para R$ 4,92 com intervenção do BC, enquanto bolsa avança 0,50% impulsionada por cenário externo favorável

Dólar fecha em leve alta de 0,17% a R$ 4,921 com ação do Banco Central, e Ibovespa avança 0,50% seguindo mercados externos

O cenário econômico desta quarta-feira (6) foi marcado por movimentos contrastantes. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,921, registrando uma leve alta de R$ 0,009, o equivalente a 0,17%. A moeda americana chegou a R$ 4,93 na máxima do dia, mas cedeu parte dos ganhos na tarde.

A bolsa de valores brasileira, por outro lado, apresentou seu segundo dia consecutivo de alta. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em 187.690 pontos, com um avanço de 0,50%. O volume financeiro negociado foi de R$ 29,2 bilhões.

Segundo informações divulgadas, a alta do dólar foi influenciada por fatores internos, especialmente uma intervenção do Banco Central (BC). O BC vendeu US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, uma operação que equivale a uma compra de dólares no mercado futuro e, consequentemente, pressiona a cotação da moeda americana para cima.

Intervenção do BC e queda do petróleo impactam o câmbio

Analistas apontam que o Banco Central aproveitou a cotação mais baixa do dólar para realizar essa operação e reduzir o estoque de swaps cambiais tradicionais. A queda do petróleo no mercado internacional também afetou o desempenho do real. Nos últimos dias, a commodity impulsionava a moeda brasileira.

Apesar da alta pontual do dia, o dólar acumula uma queda de 0,63% na semana e de 10,34% no ano. A intervenção do BC visa, em parte, gerenciar o estoque de operações cambiais.

Bolsa brasileira segue otimismo internacional com recordes em Nova York

O desempenho positivo da bolsa brasileira acompanha o otimismo observado nos mercados internacionais. As bolsas de Nova York registraram ganhos expressivos, com o S&P 500 e o Nasdaq alcançando novos recordes históricos. Esse cenário favorável a ativos de risco impulsionou o Ibovespa.

As ações de mineradoras e empresas ligadas ao setor de consumo foram os destaques positivos do Ibovespa. Em contrapartida, empresas do setor de petróleo sofreram com a forte desvalorização da commodity, com as ações da Petrobras caindo cerca de 3,77% (ordinárias) e 2,86% (preferenciais).

Petróleo despenca com sinais de desescalada no Oriente Médio

Os preços do petróleo sofreram uma queda acentuada, com o barril do tipo Brent recuando 7,83% para US$ 101,27 e o WTI caindo 7,03% para US$ 95,08. A desvalorização foi motivada por sinais de redução das tensões no Oriente Médio.

O Irã indicou que o Estreito de Ormuz está aberto para navegação segura, e os Estados Unidos mencionaram avanços nas negociações com o país. Essa diminuição do risco de interrupções no fornecimento global de petróleo reduziu o chamado “prêmio de risco” da commodity, pressionando os preços para baixo.

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