
Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba anuncia plano robusto com monitoramento por câmeras para coibir fraudes e coação eleitoral em 2026
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) implementará o monitoramento eletrônico como estratégia principal no combate à coação eleitoral nas eleições de 2026. A iniciativa visa reprimir a compra de votos e a influência de facções criminosas no processo eleitoral.
A informação foi divulgada pelo juiz eleitoral Rodrigo Marques, auxiliar da Presidência da Corte, que detalhou a criação de um programa de segurança com tecnologia avançada. O foco principal será a utilização de câmeras de monitoramento para garantir a integridade do pleito.
O juiz destacou a ciência do TRE sobre os desafios e a importância da colaboração com as forças de segurança. “O TRE tem ciência desses fatos e conta com o apoio e a colaboração das forças de segurança para que possamos, dentro das possibilidades reais, evitar que esse voto da população mais vulnerável seja cooptado. Não vamos admitir”, declarou o magistrado.
Segundo Rodrigo Marques, o TRE-PB está preparando um programa de segurança “fortíssimo”, que vai além do monitoramento e inclui, em parceria com a polícia, ações diretas na repressão da compra de votos e da atuação de grupos criminosos.
Diante da escalada de violência e polarização em algumas regiões, zonas eleitorais como Itabaiana, Piancó e Bayeux já formalizaram pedidos de envio de tropas federais ao TRE-PB. Os municípios de Itabaiana e Bayeux citaram confrontos armados entre facções como motivo para a solicitação, enquanto em Piancó a preocupação reside na intensa polarização política local.
Os pedidos de tropas federais serão analisados individualmente e, antes de serem encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela autorização final, passarão pela avaliação do governador Lucas Ribeiro.





