Equipes de resgate em frente a prédio residencial após queda de elevador em João Pessoa.

Mulher paraplégica após queda trágica de elevador em João Pessoa; condomínio já alertava sobre falhas graves

Mulher de 36 anos fica paraplégica após queda de elevador em João Pessoa. Condomínio já havia processado construtora por falhas estruturais e de manutenção.

Mulher de 36 anos fica paraplégica após queda de elevador em residencial de João Pessoa; diagnóstico confirmado pelo Hospital de Trauma

Uma mulher de 36 anos sofreu paraplegia em decorrência de uma grave lesão na coluna após a queda de um elevador em um prédio residencial no bairro do Altiplano, em João Pessoa. A informação foi confirmada pelo diretor do Hospital de Trauma de João Pessoa, Laécio Bragante, ao JORNAL DA PARAÍBA nesta quinta-feira (14). O diagnóstico foi obtido por meio de tomografia e outros exames realizados pelo setor de neurocirurgia do hospital.

A paraplegia é uma consequência direta do trauma na coluna sofrido quando o equipamento despencou do terceiro andar do edifício. Apesar da solicitação da família da paciente, que é estrangeira, para transferência para um hospital particular na cidade, já existe programação cirúrgica para estabilização da coluna. A cirurgia visa garantir a estabilidade das vértebras para evitar danos adicionais à medula, utilizando placas laterais para alinhar a estrutura.

Os dois filhos da vítima, de 3 e 5 anos, que estavam no elevador no momento do acidente, sofreram escoriações leves. Eles foram levados ao Hospital de Trauma e receberam alta na manhã de quinta-feira, ficando sob os cuidados de um vizinho. A administração do condomínio informou que está prestando assistência às famílias.

Condomínio já acionava construtora na Justiça por falhas nos elevadores

Antes do incidente que resultou na paraplegia da moradora, o condomínio já havia movido uma ação judicial contra a construtora GGP. O processo, em trâmite na 7ª Vara Cível da Capital, aponta supostos problemas estruturais e falhas recorrentes nos elevadores. Um laudo técnico obtido pela Rede Paraíba indicava a necessidade de substituição completa dos equipamentos.

A ação movida pelo condomínio descrevia travamentos, interrupções, falhas em sistemas de segurança e episódios anteriores envolvendo os elevadores. A construtora, em nota, afirmou que a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos é do condomínio a partir do momento em que os moradores passam a utilizá-los regularmente. A empresa declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as apurações.

Um laudo elaborado entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 identificou diversas inconformidades nos elevadores, incluindo problemas de alta prioridade. Entre os pontos levantados estavam a ausência de sinalização de segurança, controle de acesso à casa de máquinas, falta de extintor adequado, iluminação de emergência e falhas no aterramento elétrico. O documento também registrou ausência de ventilação adequada, problemas na instalação elétrica e inexistência de dispositivos de resgate emergencial.

O laudo apontou que a máquina de tração do elevador não atendia à capacidade de peso da estrutura nem às normas de segurança, recomendando a substituição integral do equipamento com prioridade alta. O desabamento e os feridos ocorreram no Bloco B do condomínio.

O condomínio reforçou que registra problemas técnicos nos elevadores desde a entrega do empreendimento e que, diante da falta de solução, recorreu à Justiça. A construtora havia recorrido de uma determinação judicial de janeiro de 2025 que determinava a troca dos elevadores.

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