
Membros de facções criminosas tentam sair de presídios em João Pessoa com alvarás de soltura falsificados
Sete indivíduos ligados a facções criminosas tentaram obter liberdade de forma irregular em presídios de João Pessoa, utilizando alvarás de soltura falsificados. Os detentos, que estavam nas unidades prisionais PB1 e PB2, teriam forjado as assinaturas de magistrados nos documentos de liberação.
A suspeita de fraude surgiu quando os presos foram chamados para assinar a soltura. Policiais penais desconfiaram da situação e efetuaram uma consulta junto à juíza Andrea Arcoverde e ao juiz Carlos Neves, ambos da Vara de Execuções Penais. A consulta confirmou que os documentos eram fraudulentos e não haviam sido emitidos pela Justiça.
Segundo as investigações preliminares, os alvarás falsos podem ter sido recebidos por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Essa modalidade levanta a suspeita de que credenciais de servidores federais podem ter sido utilizadas no esquema.
Em resposta à tentativa de fuga fraudulenta, uma sindicância foi instaurada na direção da penitenciária para apurar os procedimentos internos. Paralelamente, um inquérito policial será aberto para investigar o caso com maior profundidade, incluindo a designação de um delegado especial.
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) confirmou, em nota oficial, a identificação das tentativas de liberação de presos com base em alvarás falsos. O órgão judicial aguarda a conclusão da sindicância interna e informou que o Ministério Público já foi notificado sobre os fatos.
Entre os indivíduos cujas solturas foram requisitadas pelos documentos falsos, destacam-se nomes de lideranças em facções criminosas, incluindo:
- Um chefe do Comando Vermelho na Paraíba.
- Um chefe e fundador da facção Bonde do Cangaço.
- Um integrante da alta cúpula da Nova Okaida e principal conselheiro da organização.
- Um integrante do Comando Vermelho com atuação no Rio Grande do Norte.
- Um chefe da facção Nova Okaida.





