Dólar Mergulha para R$ 5,03: Alívio Geopolítico e Dados dos EUA Ditando o Ritmo do Câmbio

Dólar em Queda Livre: Tensões Geopolíticas Diminuem e Olhos se Voltam para os EUA

O dólar comercial encerrou o pregão desta quinta-feira vendido a R$ 5,032, registrando uma queda de R$ 0,029, o equivalente a 0,57%. A moeda americana iniciou o dia cotada a R$ 5,07 e viu sua trajetória de queda se acentuar após a abertura dos mercados nos Estados Unidos.

A mínima do dia foi atingida por volta das 15h15, quando o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,02. Apesar deste recuo pontual, a divisa norte-americana ainda acumula uma alta de 1,60% no acumulado do mês de maio, mas, em contrapartida, apresenta uma desvalorização de 8,33% em 2026.

Conforme informações divulgadas pela Reuters, o alívio no câmbio não se refletiu no mercado de ações brasileiro. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia em queda de 0,39%, aos 175.063 pontos. A desvalorização foi impulsionada pelas ações da Petrobras e pela cautela do mercado em relação à evolução dos juros no Brasil.

Câmbio Ganha Respiro com Notícias Internacionais e Inflação Americana

A moeda norte-americana operou em baixa durante a maior parte da sessão, acompanhando o movimento internacional. O mercado reagiu de forma positiva às notícias sobre um possível avanço entre Estados Unidos e Irã em um entendimento preliminar para ampliar o cessar-fogo no Oriente Médio e iniciar novas negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Essa diminuição da tensão na região reduziu a demanda global por ativos considerados mais seguros, como o dólar. O real, por sua vez, foi beneficiado por esse cenário, apresentando um desempenho superior ao de outras moedas de países emergentes.

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice PCE nos Estados Unidos, o principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve (Fed). O dado veio ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, reforçando a percepção de que a inflação na economia americana está mais controlada.

Ibovespa em Declínio Apesar de Recordes em Nova York

Apesar das bolsas em Nova York terem atingido novas máximas históricas, o Ibovespa não acompanhou essa tendência e terminou o dia em baixa. As ações da Petrobras foram os principais vetores dessa desvalorização, acompanhando a volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional.

As ações preferenciais da estatal recuaram 0,72%, enquanto as ordinárias caíram 1,16%. Esse desempenho negativo ocorreu mesmo com o anúncio de reajuste da gasolina nas refinarias pela companhia, um movimento que poderia ter impulsionado os papéis.

O mercado também esteve atento aos indicadores de inflação e às perspectivas para a taxa Selic. Mesmo com sinais de desaceleração da atividade econômica, como a queda na criação de empregos formais em abril, a percepção de inflação ainda elevada mantém dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Banco Central.

Petróleo Oscila em Dia de Volatilidade Geopolítica

Os preços do petróleo apresentaram forte volatilidade ao longo do dia, influenciados pelas notícias vindas do Oriente Médio. O petróleo Brent, referência internacional utilizada pela Petrobras, avançou 0,49%, fechando cotado a US$ 92,70 o barril.

Já o barril WTI, negociado no Texas, subiu 0,25%, alcançando US$ 88,90. A expectativa de um acordo que permitisse a reabertura plena do Estreito de Ormuz chegou a pressionar as cotações para baixo. No entanto, as incertezas relacionadas ao conflito e novos relatos de ataques na região mantiveram os investidores cautelosos, contribuindo para que os contratos futuros encerrassem o dia em alta moderada.

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