Pessoas em festa junina sob vigilância do Ministério Público Eleitoral

Ministério Público Eleitoral intensifica fiscalização do São João em 11 cidades paraibanas contra palanques políticos

MP Eleitoral na Paraíba monitora festas juninas em 11 cidades para coibir uso político, autopromoção e propaganda eleitoral antecipada em eventos públicos.

Ministério Público Eleitoral estabelece rigoroso monitoramento das festas juninas em 11 municípios paraibanos, visando impedir a utilização política de eventos públicos e shows, discursos e redes sociais.

O Ministério Público Eleitoral da Paraíba iniciou nesta segunda-feira (1º) um procedimento para acompanhar de perto os festejos juninos em 11 cidades do estado. O objetivo é prevenir qualquer tipo de uso político de eventos públicos, coibindo a promoção pessoal de gestores, a propaganda eleitoral antecipada e o abuso de poder político.

A medida, oficializada por meio de portaria assinada pelo procurador regional eleitoral Marcos Alexandre B. W. de Queiroga, abrange municípios considerados estratégicos devido ao grande volume de público, à dimensão das festas e aos vultosos recursos públicos investidos. As cidades sob observação especial são Bananeiras, Cabedelo, Campina Grande, Cuité, Esperança, João Pessoa, Patos, Santa Luzia, Santa Rita, Sapé e Sousa.

Em recomendações enviadas aos prefeitos, o MP Eleitoral enfatiza que festas populares custeadas com dinheiro público não devem servir de palco para promoção eleitoral. A orientação estabelece a proibição explícita do uso de palcos, sistemas de som, microfones, telões, locuções oficiais e intervalos de shows para discursos, agradecimentos, divulgação de ações administrativas, ataques a adversários ou qualquer forma de autopromoção.

A diretriz também veda pedidos de apoio eleitoral, a divulgação de pré-candidaturas e manifestações, diretas ou indiretas, em favor de agentes políticos durante as celebrações juninas. Faixas, cartazes, vídeos, jingles, cores, símbolos ou expressões que possam remeter a campanhas eleitorais também estão proibidos.

Para garantir a transparência e a conformidade, o Ministério Público determinou que as prefeituras gravem integralmente, em áudio e vídeo, todas as apresentações artísticas custeadas ou apoiadas pelo poder público. Esse material deverá ser preservado e apresentado mediante solicitação da Justiça Eleitoral ou do próprio MP Eleitoral.

Além disso, os municípios deverão orientar formalmente artistas contratados, secretários, servidores e equipes envolvidas na organização das festas. Contratos ou notificações específicas deverão deixar claro que elogios a gestores, citações a pré-candidatos, manifestações eleitorais ou a execução de jingles políticos durante os shows são estritamente proibidos.

A fiscalização se estende às redes sociais. A recomendação proíbe transmissões ao vivo dos eventos que incluam falas de natureza política, o impulsionamento de publicações irregulares e a divulgação de conteúdos que associem os festejos à imagem de gestores ou pré-candidatos.

O MP Eleitoral comunicará formalmente o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e os partidos políticos sobre a iniciativa, a fim de reforçar a fiscalização durante o período junino. Os diretórios partidários foram orientados a informar seus filiados sobre as proibições relacionadas ao uso dos festejos para promoção eleitoral.

O uso indevido de eventos públicos poderá acarretar medidas imediatas por parte da Justiça Eleitoral, incluindo a interrupção da irregularidade, a remoção de conteúdos publicados na internet e a responsabilização dos envolvidos e beneficiários das condutas ilícitas.

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