Icaro Chaves vai à Justiça para reverter suspensão da CPI do Esgoto e acusa colegas de agirem sob ordens governamentais.
O vereador Icaro Chaves (Podemos), propositor e presidente da CPI do Esgoto, anunciou nesta quinta-feira que buscará reverter a decisão judicial que suspendeu os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito. Ele está em contato com o departamento jurídico da Câmara de João Pessoa para derrubar a liminar.
Chaves expressou surpresa e questionou a atitude de dois vereadores que entraram com o mandado de segurança para suspender a CPI, especialmente porque ambos haviam assinado o pedido inicial de instauração do colegiado. O parlamentar ressaltou que o pedido de CPI é um documento público e que o sigilo judicial da ação é estranho.
“Até porque me estranha muito dois vereadores entrarem com esse pedido, esse mandado de segurança, em sigilo de justiça. Um pedido que, obviamente, é público, que os próprios vereadores assinaram o pedido de CPI”, declarou o vereador.
Ele levantou a suspeita de que a ação judicial não representa a vontade popular, mas sim uma tentativa de **impedir a investigação sobre a Cagepa**. “Então, me parece muito que, em vez de estar a mando do povo de João Pessoa, estão a mando do governo para não abrir a caixa preta da Cagepa”, afirmou Chaves.
O vereador reconheceu que, por se tratar de um ano eleitoral, pode haver tentativas de descredibilizar a CPI. No entanto, ele reiterou seu compromisso em **evitar a politização do debate**, garantindo que a comissão se mantenha focada na seriedade dos temas.
“Desde o nosso pedido de CPI e como presidente nomeado, eu disse que não permitiria que tivesse a politização do debate, que é um debate tão sério e que há décadas tem extravasamento de esgoto nos nossos rios e mares”, concluiu Icaro Chaves, reforçando a importância da **CPI do Esgoto** para a cidade.
