Oposição em Campina Grande contesta legalidade da votação da LDO e anuncia pedido de revisão
A aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027 pela Câmara Municipal de Campina Grande está no centro de uma polêmica. A bancada de oposição declarou o processo de votação como “ilegal” e sem o devido “amparo regimental”, indicando que irá recorrer formalmente da decisão.
O vereador Pimentel Filho, líder da oposição, expressou a insatisfação em entrevista ao Programa Hora H, da Rádio POP FM e Rede Mais. Ele enfatizou a importância da LDO e a responsabilidade da oposição em garantir a legalidade do processo legislativo.
“Na nossa visão foi sem amparo regimental, então nós temos dez dias para poder entrar com o pedido de revisão sobre isso aí, até porque nós temos responsabilidade, porque é uma lei importante”, afirmou Pimentel Filho, destacando o prazo para a formalização do recurso.
A intenção da bancada oposicionista é solicitar a revisão da votação com base no regimento interno da Casa de Félix Araújo, buscando assegurar a conformidade do ato com as normas estabelecidas.
Entenda o impasse na votação da LDO
A votação do projeto da LDO ocorreu na tarde desta terça-feira (30), após dois adiamentos. O processo foi marcado por intensos impasses entre as bancadas de situação e oposição. A oposição contestou a condução da sessão e, em protesto, abandonou o plenário.
Pouco após o início dos trabalhos, a bancada de situação solicitou a suspensão da sessão. Em resposta, os vereadores da oposição se retiraram, o que motivou uma reunião da Mesa Diretora com os parlamentares para tentar um acordo. A oposição buscou explicações sobre o tempo de suspensão.
Vice-presidente da Câmara justificou a interrupção
O vice-presidente da Câmara, Luciano Breno, que presidia a sessão, declarou que a interrupção foi mantida em respeito aos parlamentares oposicionistas que se ausentaram do plenário. Essa justificativa, no entanto, não dissipou as dúvidas e contestações da oposição.
O líder da oposição reiterou a preocupação da bancada com a “legalidade da questão” e garantiu que o pedido de revisão será feito “de acordo com a luz do nosso regimento interno”, buscando a anulação da votação e um novo processo que respeite as normas regimentais.

