Superintendente da Sudene vê “viabilidade” de ramal da Transnordestina na PB, prometendo novo fôlego para a economia local
A Paraíba pode ganhar um importante ramal da Ferrovia Transnordestina, ligando o estado ao Porto de Suape, em Pernambuco. A declaração foi feita por Francisco Alexandre, superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que avaliou a inclusão da Paraíba na rota como “possível” e “perfeitamente viável”.
A discussão sobre a expansão da ferrovia, que já interliga Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE) e ao Porto de Suape (PE), ganhou força após articulação do presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (FIEPB), Cassiano Pereira. A ideia é criar uma conexão curta, de cerca de 80 a 90 quilômetros, entre a capital paraibana, João Pessoa, e a malha principal da Transnordestina em Pernambuco.
“Se a estrada chega no Porto de Suape, ela chegará na Paraíba”, afirmou Alexandre, destacando que a interligação pode partir de João Pessoa. A expectativa é que a obra impulsione o desenvolvimento, facilite o escoamento da produção e reduza os custos logísticos para as empresas.
Benefícios econômicos e logísticos para a Paraíba
A inclusão da Paraíba na rota da Transnordestina trará benefícios significativos, segundo o superintendente da Sudene. Um dos principais pontos destacados é a capacidade da ferrovia de **”escoar” a produção** do estado, otimizando o fluxo de mercadorias e desafogando os portos nordestinos.
Além disso, a nova rota ferroviária promete uma **redução considerável nos custos de transporte**. Francisco Alexandre estima que o frete via trem pode custar entre 30% e 40% menos do que o transporte rodoviário por caminhões, um fator crucial para a competitividade das indústrias paraibanas.
Interligação estratégica com Porto de Suape
A proximidade com o Porto de Suape é um dos fatores que tornam o projeto de ramal para a Paraíba tão promissor. A interligação visa conectar a produção de diferentes estados nordestinos a um dos maiores complexos portuários da região, facilitando o comércio nacional e internacional.
“A gente faz a interligação de três estados para escoamento dos seus portos”, explicou Alexandre, ressaltando a importância estratégica dessa conexão. Mesmo portos menores em outros estados, ao serem conectados à Transnordestina, ganham maior capacidade de movimentação de cargas.
Dinamismo e segurança com a ferrovia
O superintendente da Sudene também enfatizou o **dinamismo econômico** que a ferrovia pode gerar. A movimentação de mercadorias por meio de trens não só é mais barata, mas também pode contribuir para a redução de acidentes nas estradas e, consequentemente, diminuir a demanda sobre os serviços hospitalares.
“Você transporta mais barato, transporta via férrea”, concluiu Francisco Alexandre, reforçando o potencial da Transnordestina em transformar a logística e impulsionar o desenvolvimento sustentável na Paraíba e em toda a região Nordeste.






