Cena de crime em estacionamento de festa junina à noite com presença policial.

Caso Rubinho completa um mês: engenheiro é morto a tiros após festa de São João na Paraíba e casal é denunciado à justiça

Um mês após a morte do engenheiro Rubinho em festa de São João na Paraíba, o casal é denunciado. Entenda a cronologia do crime e o andamento do processo.

Um mês após crime brutal em festa de São João na Paraíba, casal é denunciado pela morte de engenheiro após briga

Um mês se passou desde a morte do engenheiro Rubens, vítima de disparos de arma de fogo após um desentendimento em uma festa de São João no Agreste da Paraíba. O caso ganhou novos desdobramentos com a denúncia formal apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra Cristian Dantas e sua namorada, Larissa, que agora são réus no processo. A polícia investigou o caso e apontou que a motivação para o crime teria sido ciúmes, já que Larissa é ex-companheira da vítima.

Conforme apurado pelo delegado Ramirez Almeida, o suspeito Cristian Dantas iniciou uma discussão com Rubens durante o evento. O desentendimento, que teria sido motivado por ciúmes relacionados a Larissa, culminou em agressões. Após a briga, Rubens deixou a festa com amigos. Pouco tempo depois, no estacionamento do local, Cristian foi até seu carro, pegou uma arma e efetuou disparos contra o engenheiro. Rubens foi socorrido e levado ao Hospital de Trauma de Campina Grande, mas não resistiu aos ferimentos.

Cristian Dantas também sofreu ferimentos durante a briga inicial. Após ser detido em flagrante, ele recebeu atendimento médico no hospital e, em seguida, foi encaminhado à Central de Polícia, onde foi autuado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e emboscada que impossibilitou a defesa da vítima, além de lesões corporais contra a namorada de Rubens e a irmã dela. A arma usada no crime foi apreendida.

A família de Rubens descreveu a dor e o choque pela perda. Seu primo relatou que o engenheiro era trabalhador e pacato, sem antecedentes de conflitos. “A morte de Rubinho deixou a família dilacerada. Rubinho era uma pessoa do bem, jovem trabalhador, engenheiro civil. Ia fazer, agora em agosto, 30 anos. Não tinha contenda com ninguém, calmo, pacato. Embora a família esteja, neste momento, consternada, iremos tomar todas as medidas necessárias que a Justiça permite para que esse crime não fique impune”, declarou o familiar.

Imagens de câmeras de segurança registraram uma briga anterior ao crime, onde Cristian Dantas se envolve em uma discussão com outro homem e duas mulheres, uma delas irmã da namorada de Rubens. Segundo Rayssa Fernandes, irmã de Rubens, o engenheiro aparece no vídeo posteriormente, tentando retirar a namorada da proximidade do desentendimento, sem participar da confusão inicial.

A denúncia do MPPB, aceita pela Justiça em 16 de julho, aponta Cristian como autor direto do homicídio e Larissa como coautora, por supostamente instigar o namorado e oferecer auxílio material. Ambos foram denunciados por homicídio qualificado, motivo fútil, emprego de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. Christian também responde por lesão corporal contra a noiva e a cunhada de Rubens, e porte ilegal de arma de fogo.

A juíza considerou a existência de provas materiais e indícios suficientes de autoria, citando testemunhas que teriam visto Cristian buscar a arma no carro e atirar na vítima. A magistrada também mencionou indícios de que Larissa teria instigado o crime e que a arma estaria guardada em seu veículo. Em virtude de ameaças e discursos de ódio recebidos pelos réus em redes sociais, o caso foi declarado em segredo de justiça. Ambos foram intimados a apresentar defesa em um prazo de 10 dias. A defesa de Larissa aguarda notificação oficial para se pronunciar, enquanto a defesa de Christian ainda não respondeu.

O velório de Rubens ocorreu em 21 de junho na Câmara Municipal de Guarabira, cidade natal do engenheiro, reunindo familiares, amigos e moradores locais.

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