Senador Veneziano Vital (MDB) se manifesta sobre reportagem do Metrópoles que aponta nepotismo e acúmulo de cargos em seu gabinete, gerando repercussão.
O senador Veneziano Vital (MDB) foi questionado sobre as nomeações divulgadas pelo portal Metrópoles, que expuseram a contratação do filho de um colega de partido e de servidores que acumulavam funções públicas.
A reportagem detalhou a nomeação de André Avelino de Paiva Gadelha Terceiro, filho do deputado André Gadelha (MDB), como ajudante parlamentar no gabinete do senador. A situação gerou questionamentos sobre nepotismo.
Diante das perguntas, Veneziano foi sucinto em sua resposta, afirmando: “Tá lá explicado”. Ele reforçou que a reportagem continha as explicações necessárias para a situação.
Nomeações sob escrutínio detalhadas pelo Metrópoles
Além da nomeação do filho de André Gadelha, que disputou o Senado na mesma chapa de Veneziano, o portal Metrópoles também destacou casos de servidores que acumulavam cargos no serviço público.
Um dos casos citados foi o de Bruna Priscilla Vasconcelos Dantas Leite, que atuava como ajudante parlamentar no gabinete do senador e, simultaneamente, como coordenadora na Secretaria de Saúde de Piancó. A reportagem levantou dúvidas sobre a legalidade e a compatibilidade dessas funções.
Empresário e pastor também foram nomeados, aponta reportagem
Outra nomeação que chamou a atenção foi a do empresário e pastor Emídio Barbosa de Lima Brito. Em 2019, ele foi nomeado com um salário de R$ 4,1 mil, apesar de ser sócio da construtora Souto Maior e presidente do resort “Costa do Sol”.
A reportagem também mencionou Giovanna Britto, que acumulava uma nomeação no gabinete de Veneziano e outra na Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB), levantando questionamentos sobre a dedicação exclusiva às funções parlamentares.
Assessoria de Veneziano defende regularidade das nomeações
Em resposta às publicações, a assessoria do senador Veneziano Vital enviou uma nota ao Metrópoles, defendendo a regularidade das nomeações. Segundo a nota, os servidores cumpriam a carga horária exigida pelo Senado Federal.
A justificativa apresentada foi que as funções eram exercidas em horários flexíveis, permitidos pela instituição acadêmica, o que possibilitava a compatibilização das atividades de trabalho com as obrigações acadêmicas. A assessoria buscou esclarecer que não havia irregularidades nas contratações e que os servidores dedicavam tempo suficiente às suas funções no Senado.



