
Irmão é condenado a 36 anos de prisão por feminicídio da própria irmã em Ingá, Paraíba
Um homem foi condenado a 36 anos de prisão em regime fechado pelo feminicídio da própria irmã, Luzinete Félix da Silva, ocorrido na cidade de Ingá, no Agreste da Paraíba. O julgamento, que chocou a comunidade local, aconteceu nesta terça-feira (4) no Tribunal do Júri da Comarca de Ingá.
O crime, classificado como feminicídio, teve como vítima Luzinete, que foi brutalmente assassinada em 19 de julho de 2025, dentro de sua própria residência. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima foi agredida com uma pá metálica e um pedaço de madeira. Tragicamente, a mãe dos dois irmãos estava presente no imóvel no momento do assassinato, testemunhando a violência.
De acordo com informações apresentadas durante o julgamento, Luzinete havia retornado do Rio de Janeiro para Ingá com o propósito de cuidar de sua mãe, que se encontrava doente e debilitada. Conforme detalhado na acusação, um conflito entre os irmãos girava em torno da administração do dinheiro proveniente da aposentadoria da genitora.
Conflito por dinheiro da aposentadoria teria motivado o crime
A investigação apontou que Cláudio Félix, o acusado, era o responsável pelo controle financeiro da idosa. Essa responsabilidade teria gerado desentendimentos frequentes entre Cláudio e Luzinete, culminando na tragédia. O Ministério Público sustentou que o crime foi motivado por essa disputa.
Julgamento reconhece autoria e crueldade do feminicídio
Após um longo dia de julgamento, o Conselho de Sentença votou pela condenação de Cláudio Félix. Ele foi reconhecido como autor do feminicídio, cometido em um contexto de violência doméstica e familiar. A decisão judicial ressaltou que o crime foi perpetrado com meio cruel, utilizando recursos que impossibilitaram a defesa da vítima, e na presença da mãe.
Pena foi definida após considerações sobre atenuantes e agravantes
O juiz José Jackson Guimarães, responsável pela sentença, estabeleceu inicialmente uma pena base de 28 anos de reclusão. Posteriormente, uma confissão parcial do réu foi considerada como atenuante, reduzindo a pena para 27 anos. No entanto, a pena foi aumentada devido ao fato de o crime ter ocorrido na presença da mãe da vítima, um agravante previsto em lei.
Com essas considerações, a pena definitiva para Cláudio Félix foi fixada em 36 anos de prisão. O magistrado determinou que a pena seja cumprida em regime fechado e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, mantendo sua prisão preventiva.
Réu já estava preso e aguarda cumprimento da pena
Cláudio Félix já se encontrava preso preventivamente desde o período posterior ao crime e foi levado ao Tribunal do Júri para o julgamento. A condenação encerra a fase de primeira instância, mas a defesa ainda poderá apresentar recursos, conforme as normas legais.




