
Operação Narco Express: PF desarticula “empresa virtual” do tráfico de drogas com vendas online e entrega em 3 estados
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6), a Operação Narco Express, visando desmantelar uma complexa rede criminosa dedicada ao comércio eletrônico, armazenamento e distribuição de entorpecentes na Paraíba.
A ação resultou no cumprimento de 18 mandados judiciais, incluindo 11 de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, em cidades paraibanas e no Rio Grande do Norte. As investigações revelaram um modelo de operação que se assemelhava a uma “empresa virtual” de drogas.
Segundo a corporação, o grupo investigado utilizava plataformas de redes sociais para a comercialização de drogas, abrangendo substâncias naturais e sintéticas, e contava com uma estrutura logística bem definida. Conforme informação divulgada pela Polícia Federal, a organização mantinha imóveis estratégicos para servir como entrepostos e núcleos financeiros, além de estufas para cultivo de maconha e uma rede de entregadores para a distribuição dos produtos ilícitos.
Estrutura de “empresa virtual” para o tráfico
A investigação da Polícia Federal apontou que a organização criminosa operava de maneira sofisticada, utilizando redes sociais para divulgar e vender drogas. Essa modalidade de operação, semelhante a uma “empresa virtual”, permitia alcançar um número maior de consumidores e dificultar a ação das autoridades.
Foram identificados imóveis usados como pontos de armazenamento de entorpecentes. Além disso, a organização mantinha estufas climatizadas, equipadas para o cultivo hidropônico de maconha, demonstrando um investimento em tecnologia para a produção da droga.
Núcleo financeiro e bloqueio de bens
A Operação Narco Express também desarticulou o núcleo financeiro da organização. Pessoas eram usadas especificamente para ocultar e fragmentar os valores obtidos com as atividades criminosas, uma tática comum em esquemas de lavagem de dinheiro. Essa estrutura visava dificultar o rastreamento do dinheiro.
Por determinação judicial, foram autorizados o sequestro de bens, o bloqueio de contas bancárias e o congelamento de criptoativos. Essas medidas atingiram 14 investigados, demonstrando a amplitude da investigação e o foco em descapitalizar o grupo criminoso.
Crimes investigados e punições
Os suspeitos detidos e investigados na Operação Narco Express poderão responder por uma série de crimes graves. Entre eles, estão o tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e envolvimento em atos de violência armada, conforme as apurações preliminares dos fatos.
A Polícia Federal continua as investigações para identificar todos os envolvidos e desarticular completamente a rede criminosa, buscando coibir a expansão do tráfico de drogas na região e em outros estados onde a organização possa ter atuação.




