
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, nega passividade do governo federal diante da crise do BRB e detalha ações conjuntas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou as críticas sobre uma suposta inércia do governo federal na resolução da crise do Banco de Brasília (BRB) como “uma grande injustiça e irresponsabilidade”. A declaração surge um dia após uma reunião de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF).
A reunião, realizada na quinta-feira (13), buscou encontrar soluções financeiras para a instituição bancária, reunindo representantes do Distrito Federal, da União, do BRB, do sistema financeiro e do Ministério Público.
Apesar de o governo federal não ter responsabilidade direta sobre o passivo do BRB, Durigan enfatizou que a equipe econômica tem trabalhado ativamente para apresentar saídas que garantam a continuidade de serviços essenciais para o Distrito Federal. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Fazenda, Durigan afirmou: “Tudo que tem sido demandado, tem sido feito por nós, pelo governo federal, em articulação com os bancos, com o governo do DF”.
Alternativas ao aval da União estruturadas pelo governo federal
Diante da impossibilidade técnica e jurídica de a União conceder um aval direto, o governo federal desenvolveu um modelo alternativo para viabilizar financeiramente a repactuação da dívida do BRB. Reuniões coordenadas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e pela Advocacia-Geral da União (AGU) têm sido fundamentais nesse processo.
O objetivo principal é estruturar a extensão de garantias mais seguras para as instituições financeiras privadas que participam das negociações. Durigan explicou que, na ausência do aval da União, o governo propôs uma solução que foi incorporada ao acordo.
Esforços contínuos para garantir a estabilidade do BRB
O ministro detalhou que reuniões específicas foram realizadas para discutir como estender essas garantias de forma mais segura para os bancos privados. Essa abordagem demonstra o empenho do governo em encontrar caminhos viáveis, mesmo diante de restrições legais.
A iniciativa visa não apenas resolver a crise imediata do BRB, mas também assegurar a sustentabilidade de serviços importantes para a população do Distrito Federal, reafirmando o compromisso da gestão federal com a estabilidade financeira e o bem-estar social.




