Dono de Clube de Tiro na PB Preso Preventivamente Após Denúncia de Violência Contra Companheira: Entenda o Caso

Empresário Alysson Campelo, dono de um clube de tiro na Paraíba, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia, sendo encaminhado para o Presídio do Roger, em João Pessoa. Ele é investigado por lesão corporal e ameaça no contexto da Lei Maria da Penha, conforme divulgado pela direção da unidade prisional.

O caso, que ganhou repercussão nas redes sociais, ocorreu na sexta-feira (14) e chocou a sociedade paraibana. Alysson Campelo, o empresário em questão, foi levado para o Presídio do Roger no sábado (15), onde aguarda o desenrolar do processo judicial. A decisão de mantê-lo preso preventivamente visa garantir a ordem pública e a instrução processual.

Segundo informações da direção do presídio, o empresário foi encaminhado para o Pavilhão Maria da Penha, espaço reservado para detentos que respondem por crimes de violência doméstica. Esta separação busca evitar o contato com outros tipos de presos, garantindo um ambiente mais seguro e adequado para cada caso. O diretor do presídio, Gleyson Rogério, assegurou que Campelo recebe o mesmo tratamento dispensado aos demais apenados.

A defesa de Alysson Campelo, representada pelo advogado Alex Laurentino, manifestou surpresa com a decisão de prisão preventiva. Laurentino alegou que o empresário é réu primário e possui residência fixa, fatores que, segundo ele, deveriam pesar a favor de sua liberdade. A equipe jurídica avalia a possibilidade de recorrer da decisão judicial para tentar reverter a prisão e obter a soltura de seu cliente.

Vítima relata histórico de violência e dependência

Em depoimento, a mulher que denunciou o empresário descreveu um relacionamento que, inicialmente, parecia promissor, com apoio financeiro e emocional. No entanto, após se mudar para a Paraíba e passar a viver com Campelo, a dinâmica teria mudado drasticamente. Ela relatou ter se tornado dependente de autorizações para sair de casa, sofrendo o que descreveu como violência psicológica e patrimonial.

A vítima também expressou o medo que sentia em denunciar anteriormente, mencionando ter recebido ameaças indiretas. A demora em buscar ajuda, segundo ela, foi motivada por vergonha, receio e falta de informação sobre como identificar e lidar com situações de violência doméstica. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, com o empresário respondendo por suspeitas de ameaça e lesão corporal.

Defesa busca liberdade e contesta prisão

A defesa de Alysson Campelo considera a prisão preventiva uma medida desproporcional. O advogado Alex Laurentino destacou que o empresário possui bons antecedentes e vínculos com a sociedade, o que, em tese, não justificaria a manutenção da prisão. A estratégia jurídica agora se concentra em apresentar os argumentos para que a Justiça reconsidere a decisão e conceda a liberdade provisória ao investigado.

Até o momento, não houve novas manifestações públicas da defesa sobre o andamento do caso. A prisão preventiva, é importante ressaltar, não configura uma condenação, e a responsabilidade criminal de Alysson Campelo será definida ao longo do processo judicial, com base nas provas apresentadas e na decisão da Justiça.

Onde buscar ajuda em casos de violência contra a mulher

Para mulheres que sofrem ou presenciam casos de violência doméstica e familiar, existem canais de denúncia e apoio. O Ligue 180 é um serviço nacional que oferece atendimento e orientação, funcionando como um importante ponto de contato para vítimas. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

A Polícia Civil também disponibiliza o número 197 para denúncias e informações. A conscientização sobre esses canais é fundamental para encorajar vítimas a buscarem ajuda e para combater a violência contra a mulher em todas as suas formas. É crucial lembrar que a lei protege e ampara as vítimas nesses casos.

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