Paraibana Desaparecida na Espanha é Encontrada Após 51 Dias, Mas Recusa-se a Revelar Onde Está Para Família

Mônica Maria da Silva, paraibana dada como desaparecida por 51 dias na Espanha, foi localizada. No entanto, a mulher de 36 anos informou às autoridades brasileiras e ao Consulado-Geral do Brasil em Barcelona que está bem, mas não deseja compartilhar sua localização com a família. A notícia gerou um misto de alívio e preocupação entre os parentes, que buscavam desesperadamente por informações desde julho.

A confirmação do paradeiro de Mônica Maria da Silva chegou à família nesta quinta-feira (27), após 51 dias de angústia e incerteza. Natural de Pedras de Fogo, na Paraíba, Mônica vive na Espanha há aproximadamente dois anos, onde trabalha como cabeleireira.

O último contato direto com os familiares ocorreu em 4 de julho, através de uma chamada de vídeo. A partir daí, o silêncio se instalou, levando a irmã de Mônica, Cristina Silva, a iniciar uma busca incansável por qualquer notícia da paraibana.

Durante esse período de busca, familiares relataram ter recebido informações preocupantes sobre um relacionamento conturbado que Mônica estaria vivendo na Espanha, com supostas agressões e ferimentos. Apesar de a família ter recebido fotos e vídeos que indicariam essas agressões, as autoridades espanholas não confirmaram oficialmente tais alegações até o momento. A informação sobre a localização e o bem-estar de Mônica foi divulgada pelo Consulado-Geral do Brasil em Barcelona e pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), que afirmaram estar prestando a assistência consular devida.

Relatos de Agressão e Pertences Deixados Para Trás

A angústia da família aumentou com relatos de que Mônica teria sofrido agressões. Segundo Cristina Silva, pessoas próximas teriam informado sobre um relacionamento abusivo, e a família recebeu imagens de Mônica com ferimentos. Uma cliente da cabeleireira também teria entregado à família mensagens, fotos e vídeos recebidos de Mônica, com quem ela mantinha contato. Em uma das mensagens, datada de abril, Mônica expressava medo de ficar sem o celular, pedindo que o material fosse guardado.

Uma cliente de Mônica também relatou que a paraibana teria procurado um serviço de acolhimento para mulheres em situação de violência na Catalunha. Além disso, alguns pertences pessoais de Mônica, como documentos, roupas, medicamentos e até o passaporte, continuariam na residência do ex-companheiro, levantando dúvidas na família sobre as circunstâncias em que ela foi encontrada.

Desistência das Buscas e Preocupação Familiar

Apesar de as autoridades confirmarem que Mônica está bem, a irmã, Cristina Silva, expressou o desejo de ter um registro que confirmasse as condições em que ela foi encontrada. A falta de contato direto com a irmã e a recusa em compartilhar sua localização geraram desconfiança, levando a família a buscar apoio jurídico sem obter avanços significativos.

Diante da confirmação oficial de que Mônica foi localizada e de sua decisão de não compartilhar seu paradeiro, Cristina Silva informou que a família decidiu interromper as buscas. “É algo que eu não posso controlar”, afirmou, expressando também receio em continuar tentando obter informações sem o apoio oficial.

Desaparecimento Registrado na Espanha e Acompanhamento Consular

Durante o período de busca, uma brasileira residente em Barcelona auxiliou a família, registrando o desaparecimento de Mônica em uma delegacia local. Na ocasião, os policiais não encontraram um registro imediato relacionado ao caso, mas receberam os contatos da família e informações sobre a paraibana.

Posteriormente, a polícia espanhola localizou Mônica e comunicou o fato aos familiares. Até o momento, as autoridades espanholas não divulgaram detalhes sobre o local exato onde Mônica foi encontrada, suas condições ou as circunstâncias que levaram à sua localização. O caso continua sob acompanhamento do Consulado-Geral do Brasil em Barcelona.

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