
Paraíba verá diminuição expressiva de 42% no número de candidatos para as eleições de 2026 em relação a 2022
A Paraíba apresentará um cenário eleitoral com significativamente menos postulantes em 2026. Os dados extraídos pela TV Cabo Branco do sistema DivulgaCand revelam uma redução de 42% no número de candidaturas em comparação com o pleito de 2022. Em 2022, foram registradas 752 candidaturas, número que caiu para 436 na projeção para 2026, representando um decréscimo absoluto de 316 nomes.
O levantamento abrange todos os cargos em disputa, incluindo governador, vice-governador, deputado federal e estadual, além de senadores. A maior retração observada foi para o cargo de deputado estadual, que apresentou uma queda de 55%. Foram registradas 471 candidaturas em 2022, contra 208 para o próximo pleito. Para deputado federal, a redução foi de 27%, com 251 registros em 2022 e 184 para 2026.
Em contrapartida, o recorte de gênero aponta um leve crescimento na participação feminina. As candidaturas de mulheres saltaram de 34% em 2022 para 36% em 2026.
Queda de candidaturas é considerada atípica por especialista
Italo Fittipaldi, professor do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais da UFPB, classificou o fenômeno como novo, visto que dados entre 2006 e 2022 indicavam uma tendência de crescimento contínuo e até exponencial no número de candidaturas. Ele ressalta que a queda em 2026 pode ser explicada pela atipicidade do recorde alcançado em 2022, sugerindo um retorno a patamares mais normais após um pico incomum.
“Esse número estava crescendo, crescendo até exponencialmente, atingindo o ápice em 2022, e aí você tem uma queda. Então, duas coisas a gente tem que analisar. Em primeiro lugar, a queda que houve nessa eleição de 2026 foi tão significativa porque 2022 é que o número foi atípico”, explicou o professor ao Jornal da Paraíba.
Outro fator apontado pelo especialista é a concentração de recursos, como o fundo partidário, em um número menor de candidaturas. Essa estratégia, segundo Fittipaldi, faz com que menos partidos disputem o processo eleitoral com nominatas completas, visando não fragmentar os recursos oficiais de campanha em um cenário de eleições cada vez mais custosas. Ele citou o partido PSD como um exemplo de agremiação que teria reduzido significativamente o número de seus candidatos.
“Talvez uma boa explicação para isso seja exatamente isso, você não fragmentar os recursos de campanha, os recursos oficiais de campanha, já que as eleições elas vão ficando um pouco mais caras a cada ciclo eleitoral. Então eu acredito que essa seja uma explicação”, finalizou.




